6 práticas valiosas para dormir melhor

Você tem tido dificuldade em manter sua atenção em atividades do dia a dia? Tem apresentado baixa produtividade no trabalho? Tem se sentido mais ansioso ou estressado? Apresenta dor de cabeça frequente?  Dificuldades em relação ao seu autocontrole, assim como, em se organizar e estabelecer prioridades? Isso pode ser efeito de uma noite mal dormida. Saiba como dormir melhor!

Quantidade x Qualidade

O sono é definido como um estado fisiológico, uma função biológica fundamental na consolidação da memória e na restauração de energia, ou seja, tem um papel importante na qualidade de vida de uma pessoa. Porém, não existe uma regra em relação a quantidade de horas dormidas para que essa restauração aconteça. Por exemplo, um recém-nascido dorme em média 18 horas por dia e um adulto entre 7 e 8 horas, dessa forma, a quantidade de horas tende a diminuir no decorrer da vida e pode variar de pessoa para pessoa.

Uma boa noite de sono não está relacionada diretamente a quantidade de horas dormidas, mas está diretamente relacionada a uma melhor qualidade de vida. Quando uma pessoa apresenta insônia, ou seja, dificuldades para iniciar ou manter o sono, tem um sono não reparador com despertares noturnos, alterações comportamentais e psicológicas podem ser observadas, como ansiedade, estresse ou sintomas depressivos. Bem como, o contrário também é verdadeiro, preocupações, rotina estressante, sintomas ansiosos e depressivos podem afetar a qualidade do sono. 

Pandemia

Um exemplo, foi durante o período de pandemia em que o sentimento de tristeza e depressão atingiu 40% dos brasileiros, e sintomas de ansiedade e nervosismo atingiram mais de 50%. Em conclusão, entre os que não tinham problemas de sono, mais de 40% desenvolveram neste período e quase 50% dos que já tinham, tiveram o problema agravado. Dessa forma, entende-se que um sono de qualidade restaura o sistema nervoso central e contribui para saúde e bem-estar a longo prazo.

Sendo assim, pensando em melhorar a qualidade de vida e amenizar sintomas de estresse e ansiedade, alguns hábitos podem colaborar para uma boa noite de sono.

6 práticas valiosas para sua noite dos sonhos

  • Evite assistir televisão antes de dormir. Assistir televisão pode promover a agitação e diminuir seu sono, de maneira idêntica está o uso de telas, tal qual o celular;
  • Banhos quentes antes de dormir são recomendados para combater sua insônia, pois promovem o relaxamento do corpo;
  • Quando se sentir sem sono, levante e faça algo cansativo ou repetitivo como, por exemplo, ler um livro de um assunto desinteressante;
  • Não use o quarto onde dorme para trabalhar, estudar ou comer. Ele deve apenas ser o lugar de dormir;
  • Procure fazer refeições mais leves durante o jantar. Uma boa opção são saladas e legumes. Alimentos muito gordurosos como frituras, por exemplo, deixam seu estômago mais pesado e atrapalham seu sono;
  • Tente dormir todos os dias no mesmo horário. Assim, seu corpo se preparará para dormir sempre naquele mesmo horário. Você pegará no sono mais rapidamente nas próximas semanas!

Boa noite de sono

Tente aplicar alguns desses hábitos de higiene de sono do seu dia a dia! No início pode ser mais difícil, visto que para uma mudança de comportamento é necessário paciência e constância. Contudo, caso você esteja observando que a qualidade do seu sono está prejudicando a sua qualidade de vida, aumentando sintomas de ansiedadeestresse ou depressão, entre em contato com o nosso time de psicologia do Clude via chat para orientações ou agende uma consulta com psicólogo. 

Referências bibliográficas  
Amaral, C., da Silva, V. N., Leal, I., & Paiva, T. HÁBITOS DE SONO E ANSIEDADE, DEPRESSÃO E STRESSE: QUE RELAÇÃO?.
Barros, M. B. D. A., Lima, M. G., Malta, D. C., Szwarcwald, C. L., Azevedo, R. C. S. D., Romero, D., … & Gracie, R. (2020). Relato de tristeza/depressão, nervosismo/ansiedade e problemas de sono na população adulta brasileira durante a pandemia de COVID-19. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 29, e2020427.
das Neves Junior, A., de Souza, J. C. R. P., & Peixoto, C. (2021). Ansiedade e insônia: relato de caso sobre a importância do foco de tratamento na qualidade do sono. Research, Society and Development, 10(16), e156101623441-e156101623441.
Müller, M. R., & Guimarães, S. S. (2007). Impacto dos transtornos do sono sobre o funcionamento diário e a qualidade de vida. Estudos de psicologia (Campinas), 24, 519-528.
Orlandi, A. C., Ventura, C., Gallinaro, A. L., Costa, R. A., & Lage, L. V. (2012). Melhora da dor, do cansaço e da qualidade subjetiva do sono por meio de orientações de higiene do sono em pacientes com fibromialgia. Revista Brasileira de Reumatologia, 52, 672-678.
Pilcher, J. J., Morris, D. M., Donnelly, J., & Feigl, H. B. (2015). Interactions between sleep habits and self-control. Frontiers in human neuroscience, 9, 284.

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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