É difícil imaginar nossas vidas sem a conveniência das tecnologias e das redes sociais. Afinal, através delas conseguimos interagir com outras pessoas em questão de segundos, adquirir informações, ficar por dentro das novidades e, no caso de muita gente, até ser fonte de renda e crescimento profissional. 

Essa conexão contínua com o universo digital se contrasta com um passado recente em que a tecnologia não fazia parte de nossas vidas. Enquanto no passado o tédio e o silêncio eram comuns, após o boom dos smartphones lá em meados de 2007, fomos para um outro extremo: o das distrações ilimitadas, que estão ligadas a todo esse descontrole que sentimos. Mas por que e como isso ocorre? 

As redes sociais foram criadas com esse exato propósito: de criarem hábitos que levam a vícios, nos fazendo querer voltar para mais (não é à toa que redes sociais já foram comparadas a máquinas de caça-níqueis, devido a sua natureza de promover infinita novidade). Afinal, vivemos na economia da atenção, e quanto mais engajamos com essas tecnologias, mais as empresas por trás crescem. 

O excesso de contato e interação com as redes sociais tem sido uma fonte de sofrimento para muitas pessoas, que relatam não ter a capacidade de se desconectar, criando dependência e até um desequilíbrio na gestão do nosso tempo e energia. Sabe aquela pessoa que vive “vidrada na tela?” e não consegue largar o celular? Pois é! 

No entanto, manter-se nesse ciclo contínuo e desenfreado de recompensa torna-se uma alternativa insustentável para nossa saúde física e mental. Quantos de nós, entre intervalos do trabalho ou ao chegarmos em casa, já vamos direto para o celular ou computador? Esse “plug” contínuo com a tecnologia, se não monitorado, pode levar a níveis mais elevados de estresse, cansaço e ansiedade, e até mesmo a uma sensação de esgotamento. 

É necessário criarmos um momento de desconexão de qualidade para que possamos deixar nossas mentes tranquilas, nos fortalecendo para lidar com desafios do dia a dia de forma produtiva. Mas… por onde começar? 

Quebrando as correntes virtuais 

Assim como quando queremos mudar nossos hábitos alimentares buscamos uma nutricionista, assim também o é no caso de nosso contato com a tecnologia: é preciso “reiniciar” nossa relação e a forma com que lidamos com ela todos os dias, de forma intencional e constante. 

Para fazer seu próprio detox, confira algumas dicas: 

 

Por último, lembre-se que existe um mundo sem telas que está muito perto, porém nos distanciamos dele facilmente nos dias de hoje. E aquela gaveta que você vem prometendo arrumar há tanto tempo? O livro que você disse que ia ler? Que tal passear com seu bichinho de estimação ou brincar com ele sem selfies ou filtros? Aproveite esse período de detox para organizar sua vida, fazer planos e redescobrir uma nova versão de si mesmo. 

 No fim, o mês que vem sempre chega, e chega também a ansiedade em saber que muito de nosso tempo e nossa saúde foram absorvidos pelo mundo virtual. Desconecte-se e viva! 

Caso você precise de ajuda para desconectar-se e criar seu detox digital, aqui no Clude você tem um time de profissionais de saúde incluindo psicólogos, nutricionistas e enfermeiros por chat ou vídeo para ajudar você. Fale com a gente! 

REFERÊNCIAS 

https://www.medicalnewstoday.com/articles/dopamine-detox 

https://uxdesign.cc/why-the-infinite-scroll-is-so-addictive-9928367019c5 

https://www.awebic.com/habilidade-silencio/ 

https://www.mcleanhospital.org/essential/it-or-not-social-medias-affecting-your-mental-health 

https://www.newyorker.com/magazine/2019/04/29/what-it-takes-to-put-your-phone-away 

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