A alimentação é essencial para uma boa saúde física. Mas, muito além da saúde física, a alimentação tem influência direta também na saúde mental. O que comemos afeta diretamente a forma como nos sentimos, assim como o que estamos sentindo, afeta a forma como nos alimentamos.

As refeições têm um impacto direto em diversos transtornos psicológicos, como os transtornos alimentares, transtorno depressivo e transtorno de ansiedade. Refeições inadequadas podem facilitar o desenvolvimento de diversas patologias, e por isso, cada vez mais se estuda a importância da alimentação no dia a dia do ser humano.

Autoestima e como as emoções podem afetá-la

Como a autoestima refere-se à nossa percepção do próprio valor e autoimagem, quando nos sentimos bem em relação a nós mesmos, é mais provável que tomemos decisões saudáveis em todas as áreas da vida, incluindo a alimentação. No entanto, nossas emoções podem ter um impacto significativo nesse sentido, afinal, o controle emocional deve ser feito em todas as áreas da vida, para se obter sucesso. Com isso, o estresse, a ansiedade, a depressão e outros sentimentos negativos, podem levar ao desenvolvimento de hábitos alimentares prejudiciais.

As emoções negativas, têm a capacidade de dominar o indivíduo de forma que ele perca o controle e gerenciamento dos próprios pensamentos e assim, da sua vida. Elas produzem uma série de reações fisiológicas que podem promover tanto a falta ou a diminuição do apetite, como o oposto, o aumento da ingestão de alimentos em resposta a emoções negativas, como estresse, ansiedade, frustração, tristeza, raiva e solidão, descontando toda a carga emotiva nas refeições. Essa situação é chamada de “comer emocional”.

Alimentação emocional

A alimentação emocional, nada mais é do que um comportamento alimentar pouco saudável que demonstra estar associado a um IMC mais elevado, devido às escolhas alimentares de preferência em embutidos, industrializados e fast-food, e foi sugerido como um preditor de transtornos alimentares, como a compulsão alimentar.

Por outro lado, existe o que chamamos de alimentação intuitiva, sendo definida como o uso de limites fisiológicos para determinar quando, o que e quanto se deve comer, mantendo uma relação positiva com os alimentos.

Os benefícios da reeducação da alimentar no processo terapêutico

Alimentação saudável e a saúde mental estão interligadas, nossa alimentação impacta em nosso cérebro, consequentemente em nosso estado emocional e em nossas cognições. Possuir uma boa alimentação pode trazer resultados positivos para a sua saúde mental, por isso, uma das etapas do tratamento é, exatamente, revisar os alimentos ingeridos, e como adequá-los, quando necessário o paciente é encaminhando para acompanhamento multidisciplinar.

Referências: