O papel da telemedicina no atendimento médico em meio à pandemia da covid-19

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O ano de 2020 provou-se bastante desafiador para a prática médica como um todo. Enquanto leitos de hospital eram ocupados, um após o outro, em decorrência da contaminação pela covid-19, pacientes que precisavam de acompanhamento médico regular se viram incapazes de se dirigirem aos consultórios para receber a orientação necessária devido às medidas de restrição que procuravam conter o contágio. 

Nesse sentido, a prática da telemedicina foi uma das grandes ferramentas utilizadas para promover o cuidado de pacientes sem colocar em risco sua integridade física ou a dos médicos. 

Essa ferramenta, no entanto, está longe de ser nova. Seu uso já vinha sendo empregado, ainda que em menor escala, há muitos anos. Este artigo vai explicar o que é a telemedicina e como ela tem ajudado pacientes em todo o país a conseguir mais qualidade de vida de forma simples. Entenda melhor a seguir. 

O que é a telemedicina?

Segundo definição do Conselho Federal de Medicina na Resolução CFM nº 1.643/2002, a telemedicina caracteriza-se pelo exercício da prática médica por meio de ferramentas e metodologias de comunicação audiovisual, ou seja, por meio de plataformas remotas. A prática tem o objetivo de monitorar e orientar pacientes, mesmo que eles não estejam presentes no consultório. 

A despeito de sua aparência recente, assemelhando-se a uma nova modalidade tecnológica, a prática é reconhecida desde a década de 1990 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde então, o avanço tecnológico, principalmente no âmbito da imagem e do som, contribuiu para que a prática fosse ainda mais efetiva em seu propósito, unindo especialistas e pacientes independentemente dos limites geográficos. 

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Por que ela foi permitida durante a pandemia? 

Ainda que o uso da telemedicina tenha enfrentado bastante resistência, principalmente daqueles mais habituados ao modelo presencial, seu uso foi essencial para fazer com que pacientes pudessem manter suas rotinas de exames e acompanhamentos, mesmo dentro de suas casas. 

A prática é completamente regulamentada pelo Ministério da Saúde, não só para o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), mas também no âmbito privado e na rede de saúde suplementar. A telemedicina passa a ser permitida em três principais pilares, o de teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsultas, quando médicos trocam informações entre si.

Dentre as práticas permitidas estão o atendimento médico pré-clínico, consultas no geral e suporte assistencial, assim como atividades de monitoramento e diagnóstico. A emissão de receitas e laudos também passa a ser autorizada no período.

Como funciona a telemedicina?

A atuação da telemedicina só é possível por meio do uso de softwares, plataformas digitais e, sem dúvidas, a internet. É importante ressaltar que todas as especialidades médicas são válidas para a telemedicina, portanto, apenas os médicos especializados podem realizar diagnósticos relativos à sua área de conhecimento. 

Em muitas maneiras, a consulta por meios remotos ocorre da mesma forma que uma consulta presencial, mas, para além delas, há o benefício da comodidade e a rapidez proporcionada pela tecnologia. 

A regulamentação dessa prática é importante especialmente para pacientes que residem em áreas isoladas, sem fácil acesso a serviços de saúde. O problema não está na falta de médicos, mas na concentração desse recurso em áreas urbanas, que são bastante populosas. Sendo assim, pacientes ganham mais uma opção viável para seu tratamento. 

A telemedicina pode ser a alternativa para quem não tem plano de saúde

A teleconsulta é uma solução eficiente para o acompanhamento médico regular, uma vez que o atendimento pode ser marcado com mais rapidez e frequência. 

Se você deseja aproveitar todos os benefícios da telemedicina, precisa conhecer o Clude, uma plataforma de saúde preventiva focada em oferecer mais qualidade de vida para pessoas de todo o Brasil. 

Assinantes do Clude têm acesso a consultas remotas com médicos de todas as principais especialidades sem passar por longas filas de espera ou preços abusivos, pagando a partir de R$ 35,00 por consulta.

Além disso, o Clude também disponibiliza consultas presenciais a preços populares e uma rede de descontos em mais de 26.000 farmácias por todo o Brasil. Acesse nosso site e comece a cuidar da sua saúde hoje.

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Ausencia-de-Saude-Mental-e-o-custo-invisivelDurante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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