Diabetes: conheça os sintomas e cuidados necessários

Em 2019, foi lançada a nona edição do Atlas da Diabetes, produzido a cada dois anos pela Federação Internacional de Diabetes, que mapeia a dimensão da doença em 138 países. A pesquisa calculou que 463 bilhões de pessoas entre 20 e 79 anos no mundo inteiro convivem com o diabetes, e a tipo 2, representa 90% dos casos. Por isso, a IDF (sigla em inglês) calcula que em 2030, serão cerca de 578 milhões de pessoas diabéticas no mundo, e em 2045, 700 milhões.

As projeções são alarmantes e a doença cresceu muito no Brasil. Com relação ao último Atlas, nosso país teve um crescimento de 31%, onde cerca de 11,4% dos adultos brasileiros sofrem com a glicemia alta. “O diabetes é uma doença ainda muito subdiagnosticada porque às vezes a maioria dos pacientes são assintomáticos. Por isso é importante fazer os exames de rotina para aquelas pessoas indicadas e fazer a avaliação com um exame bem simples que é o de glicemia. Então é fundamental a prevenção e a rotina de exames com uma certa frequência”, afirma a endocrinologista do Clude, Drª Janaina Petenuci.

Os tipos mais conhecidos da diabetes são o tipo 1 e tipo 2, e segundo Drª Janaina, “o diabetes tipo 1, normalmente, o paciente tem falência das células pancreáticas e ele não produz insulina, e ela é importante para a glicose que provém dos alimentos. A insulina entra nas células e é metabolizada, por isso precisamos dela. Portanto, no tipo 1, o paciente tem essa falência da produção de insulina. No diabetes tipo 2, geralmente, o paciente tem resistência à ação da insulina, então ele tem uma dificuldade nessa metabolização, porém, quando o paciente diabétipo tipo 2 tem a doença a muito tempo, aquele paciente não controlado, ele pode vir a evoluir com falência das células pancreáticas. Por isso é muito importante o paciente se prevenir e tratar o diabetes tipo 2 desde o início, porque temos algo chamado de memória metabólica, então é importante ter um controle desde o início”.

Para quem já convive com a doença, precisa manter alguns hábitos para ter uma vida saudável. Com a prática de atividades físicas, alimentação correta e uso de medicamentos, se necessário, é a base para se ter uma boa saúde. O paciente que não tem o controle do diabetes acaba prejudicando a sua saúde, trazendo complicações perigosas para o organismo. 

Devido à glicose elevada no sangue, ela libera os chamados radicais livres que podem lesar o nervo, dando o chamado “pré-diabético” ou neuropatia diabética. Ao mesmo tempo, essa glicose alta também é lesiva, ela leva a um quadro inflamatório que pode também levar a alterações nos olhos, levando a um quadro de cegueira, afetando o rim também, que vai levando a uma alteração renal, perdendo proteína e evoluindo para uma insuficiência renal. Então o paciente irá precisar de diálise e também pode desenvolver problemas cardíacos, porque o paciente diabético tem um risco cardiovascular mais alto”, explica a Drª  Janaina. 

Algo muito importante na vida de um diabético é o equilíbrio e controle. É necessário tomar alguns cuidados com a alimentação, por exemplo, para evitar problemas durante o tratamento que podem comprometer muito a sua saúde. Drª Janaina diz que, “se o paciente não controla bem o diabetes, não usa as medicações, não faz dieta, não faz um exercício adequadamente, ele pode ter um risco maior de desenvolver insuficiência cardíaca, que é aquele coração grande ou até mesmo o infarto. Por isso é muito importante que o paciente tenha uma rotina, tenha um bom controle de diabetes, que ele vai evitar essas complicações a longo prazo”.

“O diabetes é uma doença que às vezes o paciente não sente nada e a glicose está elevada, então é necessário esse acompanhamento, do paciente ir ao médico, fazer seus exames, principalmente os homens, porque as mulheres vão ao ginecologista e os homens negligenciam um pouco. Então é importante os homens fazerem os exames de rotina, como as mulheres”, complementa Drª Janaina.

Um fator muito importante para o controle da doença são as taxas de glicose no sangue, que são capazes de identificar alguma alteração no diabetes. Isso é fundamental para que o paciente consiga mudar algo na sua alimentação, trocar medicação e manter um acompanhamento mais rígido com seu médico. “As taxas dependem muito. Por exemplo, um paciente recém-diagnosticado pode ser mais incisivo, ter uma meta mais agressiva, que normalmente podemos deixar essa meta glicada menor do que 6 e meio, manter uma glicemia de jejum menor do que 100, uma glicemia pós-prandial duas horas depois, menor do que 140”, salienta Drª Janaina. Porém, no caso de pessoas idosas é diferente, pois “o idoso, que já está totalmente dependente para as atividades básicas diárias, você não precisa ser tão agressivo na meta de glicada ou aquele paciente que já tem longos períodos de diabetes, normalmente, colocamos uma meta em torno de 7, às vezes, o idoso é totalmente dependente das atividades básicas diárias, então o paciente deixa a glicada ali em torno de 7,5 até 8, podemos tolerar”, explica Drª Janaina.

“No pré-diabetes, a glicada é diferente e fica entre 5.7 e 6.4. Acima de 6.5 o paciente é diabético. Mas precisa de mais um exame para confirmar, não só hemoglobina glicada. Por exemplo, ele precisa ou da glicemia em jejum, que seria maior que 126, entre 100 e 126, o paciente também é pré, com aquela glicemia de jejum alterada”, finaliza Drª Janaina.

O diagnóstico do diabetes pode ser realizado através do exame de glicemia em jejum e hemoglobina glicada, porém, há alguns sintomas que podem dar indícios da doença e que são muito importantes para que o diagnóstico precoce seja realizado. “Para pacientes que possuem sintomas, como beber muita água, fazer muito xixi e perder peso, isso se chama Sintomas de Polis e nesses casos, o paciente se ele estiver com uma glicemia acima de 200 já é diabetes. Também tem o exame de curva glicêmica, que é dar 75 g de dextrosol e o paciente faz a glicemia basal e depois de 120, se a glicose ficar acima de 200 também é diabetes”, explica Drª Janaina.

Controlar o diabetes para quem já convive com a doença é fundamental, e para quem é pré-diabético ou possui histórico na família, é importante realizar exames periódicos, manter hábitos saudáveis e seguir as recomendações médicas.  Drª Janaina afirma que “a maioria dos pacientes diabéticos são assintomáticos ou oligossintomáticos, que possuem poucos sintomas. Os sintomas que normalmente detectamos nos pacientes que mais nos procuram, é que ele começa a beber muita água, faz muito xixi e ao mesmo tempo tem um cansaço, uma fraqueza. É comum nas mulheres, terem infecções vaginais, por exemplo. A pessoa também começa a comer muito, e no caso dos homens, pode ter alterações até na ereção, que é uma coisa que pode estar associada com a diabetes”.

 

*Atenção: As informações existentes no Blog do Clude pretende apoiar e informar, não substituindo a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal.

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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