Quais consultas podem ser feitas pelo teleatendimento médico?

Apesar de ser regulamentado desde 2002, o teleatendimento médico gera dúvidas em muitas pessoas, tendo em vista que essa modalidade de consulta ganhou destaque significativo apenas em 2020, com a pandemia do novo coronavírus. 

Durante esse período, foi decretado o isolamento social como principal medida de contenção da covid-19. Caso o indivíduo sentisse algum sintoma gripal, não era recomendado sair de casa, a menos que tivesse falta de ar, visto que uma pessoa contaminada pode transmitir o vírus para diversas outras ao buscar atendimento médico presencial.

Assim sendo, a teleconsulta ganhou novos adeptos e se consolidou como uma ótima opção de atendimento. Atualmente, as pessoas realizam consultas remotas para diversas especialidades médicas – até porque, a pandemia ainda permanece. 

Contudo, pesquisas já apontam um novo comportamento no consumidor brasileiro, que está mais inclinado a contratar serviços e comprar produtos por meio do ambiente virtual. Assim, o teleatendimento, certamente, será uma tendência que vai persistir mesmo após a pandemia. 

Caso você ainda não tenha realizado uma teleconsulta e tenha algumas dúvidas sobre essa modalidade de atendimento, continue acompanhando este artigo e saiba mais sobre o assunto. Boa leitura!

Leia também: O papel da telemedicina no atendimento médico em meio à pandemia da covid-19

Quais consultas podem ser realizadas via teleatendimento médico? 

De acordo com o artigo segundo da Resolução do Conselho Federal de Medicina n. 1.643/2002, que estabelece e regulamenta a prestação de serviços por meio da Telemedicina, “Os serviços prestados através da Telemedicina deverão ter a infraestrutura tecnológica apropriada, pertinentes e obedecer às normas técnicas do CFM pertinentes à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional”.

Além disso, segundo o artigo quinto e seu respectivo parágrafo único, para que seja permitida a teleconsulta, é necessário que tanto as pessoas jurídicas que prestam serviços de telemedicina quanto as pessoas físicas estejam devidamente registradas no Conselho Regional de Medicina do estado onde estão localizadas. 

Sendo assim, desde que resguardados os aspectos mencionados acima, é permitida a realização de teleatendimento médico. Contudo, também é necessário estar atento às resoluções estaduais, tendo em vista que, durante a pandemia do novo coronavírus, determinados Conselhos Regionais de Medicina publicaram resoluções específicas em seus estados, como é o caso do Ceará e do Rio Grande do Sul.

Desse modo, não há uma especialidade médica que esteja impedida de oferecer teleatendimento. Obviamente, há exames que necessitam do contato entre o paciente e o médico, mas muitos deles podem ser substituídos por exames laboratoriais, que fornecem um resultado e diagnóstico ainda mais seguro e preciso. 

Atualmente, muitos laboratórios já disponibilizam laudos de exames no ambiente virtual, e é possível encaminhá-los diretamente ao médico. Além disso, o profissional da saúde pode emitir receitas médicas via plataforma de atendimento ou outro canal de comunicação, tendo em vista que há a possibilidade de realizar a assinatura digital da receita, a qual é admitida em todas as farmácias e drogarias do País. 

Onde encontrar teleatendimento médico?

O Clude é um programa completo que visa tornar o cuidado com a saúde financeiramente acessível e, ao mesmo tempo, ágil e de qualidade. Sendo assim, ele oferece programas a partir de R$ 39,90 por mês e teleatendimento médico a partir de R$ 35. Além disso, caso deseje realizar uma consulta presencial, é possível fazê-la pelo mesmo valor. Desse modo, o Clude é a alternativa ideal para quem não tem plano de saúde.

Leia mais: Teleatendimento médico: a nova interação da saúde acessível para pacientes no Brasil

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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