Lúpus: saiba mais sobre a doença

As doenças autoimunes, como o próprio nome diz, atingem o sistema imunológico, atacando tecidos saudáveis do próprio corpo e suas causas ainda são desconhecidas. Porém, acredita-se que fatores externos estejam relacionados à ocorrência delas, principalmente devido à predisposição genética. Das 80 doenças autoimunes conhecidas até o momento, o lúpus é uma das mais importantes por conta dos sintomas e processos da doença.  

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2017 o Brasil registrou 925 mortes por lúpus. Estima-se que cerca de 65 mil pessoas tenham a doença no país, sendo que as principais vítimas são jovens adultos, entre 20 e 45 anos. 

O que é o lúpus?

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), popularmente conhecido apenas como lúpus, é uma doença inflamatória autoimune, não contagiosa, decorrente de um desequilíbrio no sistema imunológico, capaz de se manifestar de forma cutânea (atinge a pele com manchas) ou sistemática (um ou mais órgãos internos como rins e cérebro são acometidos). 

A doença atinge qualquer idade ou sexo, porém, há algumas predisposições. Segundo a Sociedade de Reumatologia, as mulheres são mais atingidas, principalmente em idade fértil. Acredita-se que uma a cada 1.700 têm a doença no Brasil

A causa do lúpus ainda é desconhecida e, de acordo com estudos, as doenças autoimunes podem ser desencadeadas devido a fatores genéticos, hormonais, infecciosos e ambientais, como exposição à luz do sol, medicamentos, hormônios e também algumas infecções. 

Sintomas

Por ser uma doença do sistema imunológico, o corpo produz anticorpos que atacam as próprias células e tecidos saudáveis. Devido a isso, a intensidade dos sintomas e seu surgimento variam de acordo com a fase da doença, podendo ser temporários, moderados, graves ou permanentes. Os sintomas também variam de acordo com a parte afetada pela doença. Os sinais mais comuns são: 

  • Fadiga, cansaço e desânimo;
  • Febre baixa (dependendo do caso também pode ser alta);
  • Dor nas articulações e rigidez muscular;
  • Rash cutâneo (vermelhidão no corpo em formato de “borboleta” nas bochechas e ponta do nariz);
  • Lesões na pele e sensibilidade à luz do sol;
  • Dificuldade para respirar e dor no peito;
  • Dores de cabeça e perda de memória;
  • Queda de cabelo;
  • Ansiedade e mal-estar.

 

Dependendo de qual parte do corpo está afetada pelo lúpus, os sintomas podem ser mais específicos. Por exemplo, no trato digestivo, a pessoa sofre com náuseas, dores abdominais e vômito, enquanto no cérebro e sistema nervoso, causa dormência, convulsões e problemas de visão

Diagnóstico

Ainda não existe nenhum exame ou teste específico que faça o diagnóstico de lúpus, pois os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e também podem mudar com o tempo, o que acaba interferindo para identificar a doença. 

Os exames mais utilizados para diagnosticar o lúpus são:

Tratamento e prevenção

Não há cura para o lúpus, no entanto, é possível realizar um tratamento paliativo a fim de controlar os sintomas e oferecer mais qualidade de vida ao paciente. O tratamento é individualizado e pode ser medicamentoso ou não-medicamentoso, pois dependerá dos níveis de intensidade e gravidade da doença. Por isso é importante o diagnóstico precoce para estabelecer a melhor forma de intervenção. 

Para a prevenção, é possível evitar fatores que podem desencadear a doença. Recomenda-se o tratamento correto de infecções, não fazer o consumo de estrógenos e outras drogas, além de evitar a exposição ao sol e manter hábitos de vida saudáveis, cuidando regularmente da saúde com exames e consultas no reumatologista. 

Complicações da doença

Assim como qualquer doença, quando o lúpus não é tratado corretamente, pode desencadear complicações gravíssimas em órgãos, como falência dos rins, infecções e até câncer. Devido a isso, o lúpus é potencialmente fatal. 

Dia Mundial de Combate ao Lúpus

Para conscientizar a população sobre o lúpus, em 2004 foi criado o Dia Mundial de Combate ao Lúpus. Celebrado anualmente dia 10 de maio, a data visa informar sobre os impactos na vida dos portadores da doença, bem como a importância do diagnóstico e tratamentos paliativos. Além disso, é uma maneira de criar visibilidade e incentivar pesquisas, gerando mais informações epidemiológicas que ajudarão a promover melhores tratamentos e maior conhecimento da doença.  

A campanha possui como símbolo a borboleta, devido às manchas de pele que surgem principalmente na região do rosto (nariz e bochecha), o chamado rash cutâneo, que possui o formato de asa de borboleta. E também, é representada pela cor roxa, pois essas lesões costumam ser avermelhadas ou arroxeadas. 

*Atenção: As informações existentes no Blog do Clude pretende apoiar e informar, não substituindo a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal.

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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