Anticoncepcional: mitos e verdades

A pílula anticoncepcional chegou ao Brasil na década de 1960. De lá para cá, muita coisa mudou e campanhas foram feitas para prestar esclarecimentos à população, mas a maioria das mulheres ainda tem dúvidas.

O anticoncepcional costuma ser usado para o controle de complicações nos ovários, como a condição chamada de ovários policísticos, para a regularização do ciclo menstrual e, claro, como método contraceptivo.

Saiba quais são os principais mitos e verdades sobre o anticoncepcional e veja como marcar consulta com ginecologista a um preço acessível com ajuda de programa de saúde e qualidade de vida.

Mitos e verdades sobre o anticoncepcional 

1. Anticoncepcional causa trombose

Verdade, porém não é uma regra. O risco de trombose aumenta, sim, principalmente, em mulheres que já possuem predisposição genética.

Basicamente, para essas mulheres, a chance de tromboembolismo é três vezes maior perante o uso de anticoncepcionais.

2. Anticoncepcional utilizado por muito tempo pode causar infertilidade

Mito. Na realidade, as mulheres que tomam o anticoncepcional há anos acabam retendo uma parte dos hormônios nas células de gordura. Após interromper o uso da pílula, essa parcela continua sendo liberada.

Isso significa que algumas mulheres podem demorar um pouco mais para engravidar após interromper o uso do anticoncepcional, porém o caso é naturalmente resolvido pelo próprio organismo, sem necessidade de intervenção médica.

3. Anticoncepcional é capaz de diminuir as cólicas menstruais

Verdade. As pacientes que costumam se queixar de cólica são justamente as que ovulam. A pílula anticoncepcional impede a ovulação e, consequentemente, a produção exacerbada de prostaglandina, uma substância que interfere na intensidade da cólica menstrual.

Isso significa que a maioria das mulheres relata diminuição das cólicas após algum tempo tomando a pílula.

4. O anticoncepcional para de fazer tanto efeito depois de alguns anos

Mito. O corpo não “se acostuma” com a pílula no sentido de diminuir sua eficácia, mesmo após um longo período com o mesmo anticoncepcional. Isso significa que, em princípio, não é preciso fazer a troca do medicamento.

Importante: é crucial que a mulher faça o uso correto do anticoncepcional ingerindo todos os dias no mesmo horário e respeitando a pausa. Também é preciso notar que episódios envolvendo vômitos ou diarreia podem alterar o efeito contraceptivo do medicamento.

5. Algumas substâncias podem anular o efeito do anticoncepcional

Verdade. Algumas substâncias presentes em antibióticos, anticonvulsivos e antidepressivos podem influenciar e anular a eficácia do anticoncepcional.

É fundamental ficar atento aos antibióticos utilizados contra hanseníase, tuberculose e para a profilaxia da meningite, geralmente associados à rifampicina e ao seu derivado, a rifabutina.

Tem dúvidas sobre anticoncepcional? Conheça o Clude e marque uma consulta com ginecologista:

Veja se você precisa tomar anticoncepcional marcando consulta por meio do Clude

O Clude é um programa de saúde completo que possibilita consulta com ginecologista para você tirar todas as dúvidas sobre anticoncepcional e descobrir, de uma vez por todas, se precisa e como tomar o medicamento.

Pelo Clude, você tem acesso a consultas com ginecologista por um preço acessível, a partir de R$ 35 e também recebe descontos para realizar os exames ginecológicos, assim como na hora de comprar medicamentos em farmácias.

Por isso, o Clude pode ser considerado um programa completo de saúde e qualidade de vida. Já pensou em ter consulta com ginecologista, até 80% de desconto em exames e 60% de desconto na compra de medicamentos pagando uma mensalidade acessível?

O Clude concede tudo isso e muito mais! Conheça os detalhes do programa pelo site e veja como ser parte do Clude para marcar consulta com ginecologista e tirar todas as dúvidas sobre anticoncepcional.

Deixe um comentário

Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

Deixe um comentário