Caminhada: saiba quais são os benefícios

Não tem exercício mais fácil de praticar do que a caminhada, não é mesmo?

Como não exige nenhuma habilidade específica, a caminhada possui custo zero e pode ser feita em qualquer horário e dia da semana, sem restrição de idade. Para obter todos os benefícios da atividade, é importante manter uma constância em sua prática e incluir também hábitos alimentares mais saudáveis na rotina.

Segundo o fisiologista do esporte Paulo Correia da Unifesp, “para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana.” Ou seja, através da atividade há uma melhora no condicionamento físico em pouco tempo e dependendo do seu objetivo ela também contribui para o emagrecimento e para a perda de gordura abdominal, queimando cerca de 400 calorias por hora, aproximadamente 2,5 cm de barriga por mês.

Além disso há outras vantagens incluindo para a saúde mental: a caminhada quando praticada em um local tranquilo e com boa paisagem é um ótimo tratamento para controlar o estresse e a ansiedade.

Separamos para você alguns benefícios que a caminhada proporciona ao nosso corpo e também para a mente! 

Diminui o inchaço

A caminhada ajuda a diminuir o inchado de áreas como pernas e tornozelos, favorecendo a circulação sanguínea e diminuindo a retenção de líquidos. No entanto, para que isso ocorra é necessário que a pessoa consuma bastante líquido durante o dia, além de ter uma alimentação saudável e praticar a atividade de forma regular, por pelo menos 30 minutos. 

Previne doenças

A caminhada ajuda na prevenção de algumas doenças, principalmente hipertensão, obesidade, diabetes do tipo 2 e osteoporose. Isso ocorre pois vários músculos são trabalhados durante a atividade física, gerando maior gasto energético, além de promover melhora da circulação sanguínea. Além disso, a caminhada também promove a integridade das veias e artérias, diminuindo a chance de haver deposição de gordura na parede dos vasos, evitando assim, a aterosclerose. Também irá melhorar a capacidade cardiorrespiratória. 

Fortalece os músculos

O fortalecimento muscular acontece porque com a prática regular de exercício, os músculos começam a captar mais oxigênio, aumentando a sua eficiência. Como a caminhada é um exercício aeróbico há o envolvimento de um grupo de músculos que precisam atuar em conjunto, o que resulta no fortalecimento.

Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos devido à sua compressão. A movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade de estímulos elétricos nos ossos, chamados de piezelétricos. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando-os mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.

Melhora a postura corporal

Como a caminhada é uma atividade física que envolve vários músculos e articulações, a sua prática regular ajuda a diminuir dores e a melhora a postura corporal.

Promove o relaxamento

O relaxamento promovido pela caminhada é devido à liberação de hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar, principalmente a endorfina e serotonina. Esses hormônios atuam diretamente nas células nervosas, podendo combater alterações psicológicas como ansiedade, além de conseguir promover o relaxamento dos músculos da nuca e dos ombros, já que essa tensão pode estar relacionada ao estresse, por exemplo.

Melhora a memória

Acredita-se que a prática de exercícios de forma regular também promove a melhora da memória. Isso ocorre pois a atividade física estimula uma maior circulação sanguínea no cérebro, favorecendo a produção de catecolaminas durante o exercício.

Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina, e essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora também a qualidade do sono durante a noite.

Auxilia na saúde mental

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina, aliviando níveis de estresse, ansiedade e também depressão. 

Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia da Unifesp, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.

Cuidados importantes durante a caminhada

É importante ter alguns cuidados durante a caminhada para que não aconteçam lesões ou situações que podem comprometer o bem-estar da pessoa. É recomendável:

  • Utilizar calçado confortável e roupas leves;
  • Beber 250 mL de água por cada hora de caminhada;
  • Utilizar filtro solar, óculos escuros, chapéu ou boné para se proteger do sol;
  • Evitar horários mais quentes, como entre as 11h e as 16h, além de ruas muito movimentadas;
  • Fazer exercícios de alongamento antes e depois da caminhada, como alongar as pernas e os braços, para ativar a circulação e prevenir as cãibras.

 

Esses cuidados são fundamentais para proteger seu corpo durante a atividade física, evitando problemas de saúde, lesões, desidratação ou insolação.

No Clude Saúde você conta com um time de especialistas prontos para te ajudar em qualquer momento! Conte com personal trainer na prática de exercícios, com nutricionistas na melhor a sua alimentação e psicólogos para te ajudar com a saúde mental.

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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