Anticoncepcional e trombose: sinais de atenção

A trombose é a formação de um trombo, ou seja, de um coágulo, que pode obstruir uma veia ou artéria, bloqueando o fluxo sanguíneo. Uma de suas causas pode estar relacionada ao uso de anticoncepcionais. Saiba por que e como se prevenir.

Quais são os sintomas de trombose?

Os sintomas associados à trombose são inchaço, rubor, distensão de veias ou artérias, elevação de temperatura, dor, espessamento da pele e impressão de que a região onde se formou o trombo está mais pesada.

Além desses sintomas, se parte do coágulo se soltar e atingir outras partes do corpo, podem ocorrer outros sintomas associados a casos de embolia pulmonar, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto.

1. Trombose venosa

Geralmente, a trombose venosa acomete os membros inferiores, mas, caso o trombo se solte, ele poderá comprometer outras partes do corpo, podendo atingir os pulmões e causar a embolia pulmonar.

Esse tipo de trombose comumente é assintomático, mas em alguns casos pode ocorrer falta de ar, respiração acelerada e dor no tórax, além dos sintomas mencionados anteriormente.

2. Trombose arterial

Caso o coágulo se forme em uma artéria, poderá comprometer a circulação de sangue no cérebro, resultando em um AVC, ou no coração, ocasionando infarto do miocárdio. Os sintomas associados ao AVC são dificuldade para mover uma parte do corpo ou falar e cefaleia. 

Já alguns sintomas associados ao infarto são dor no peito, formigamento, dificuldade para respirar, arritmia, enjoo e vômito.

Por que os anticoncepcionais podem causar trombose?

Como é possível perceber, a trombose está relacionada a algum desequilíbrio no sistema de circulação sanguínea. Diversos fatores podem desencadear essa condição, sendo um deles o anticoncepcional.

Mas fique tranquila, pois não são todos os métodos contraceptivos que elevam o risco de trombose. Alternativas como DIU, anel vaginal ou anticoncepcional injetável estão livres desse risco. 

Além disso, as chances de uma pílula anticoncepcional causar trombose são muito baixas, ainda mais se você optar por fórmulas que não contenham combinação de hormônios, como progesterona e estrogênio, principalmente se a concentração deste último for superior a 50 mcg.

Pesquisas apontam que a trombose acomete de duas a três pessoas a cada 10 mil habitantes. Esse número aumenta para cinco a nove pessoas a cada 10 mil habitantes em caso de mulheres que ministram pílulas anticoncepcionais com alto índice de estrogênio, o que, como você pode notar, não é uma diferença muito significativa.

As pílulas contraceptivas que contêm derivados do estrogênio oferecem maior risco de desenvolvimento de trombose uma vez que possuem proteínas pró-coagulantes, que, em excesso, podem gerar o desequilíbrio do sistema de coagulação do organismo, causando trombos.

Apesar do risco ser baixo, caso a pessoa consuma pílula anticoncepcional e seja fumante, obesa, sedentária ou diabética; tenha mais de 35 anos ou apresente histórico familiar de doenças circulatórias ou cardiovasculares, de fato há riscos consideráveis de desenvolver trombose.

Nesse sentido, fazer o uso de pílula anticoncepcional pode realmente comprometer a sua saúde se você apresentar alguma das condições mencionadas acima. Por exemplo, pesquisas relatam que, entre as mulheres que fumam mais de quinze cigarros por dia, a relação aumenta de 5 para 40 pessoas a cada mil habitantes.

A importância de consultar seu ginecologista regularmente

Como você pôde perceber, o uso da pílula anticoncepcional pode oferecer riscos à saúde caso a mulher apresente previamente uma ou mais condições que afetam o sistema circulatório do organismo.

Apesar das pílulas contraceptivas serem comercializadas em farmácias sem a necessidade de prescrição médica, é fundamental que a mulher consulte um ginecologista antes de iniciar a ministração do anticoncepcional, visto que apenas um profissional habilitado poderá avaliar qual método contraceptivo é o mais indicado caso a caso.

Além disso, faz-se necessário consultar o médico ginecologista regularmente, a fim de que o método contraceptivo previamente selecionado seja constantemente reavaliado e substituído caso preciso.

Se o que impede você de cuidar da sua saúde de forma adequada é o valor da consulta, saiba que você pode contar com o Clude, a melhor alternativa para quem não tem plano de saúde. Portanto, se você está em busca de um ginecologista com preço acessível, entre em contato e conheça nosso cartão de saúde 360°!

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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