Atividade física no combate à ansiedade

Qual sentimento te descreve logo após fazer alguma atividade física? Provavelmente, o termo “feliz” será um dos campeões. E isso não é por acaso, pois as atividades físicas aumentam a liberação dos neurotransmissores ligados ao humor: a serotonina e a endorfina. 

Manter o corpo em movimento é muito importante para saúde mental e física, mas principalmente para quem possui Transtorno de Ansiedade Generalizada, o famoso TAG. Mas você sabe o que significa isso?

Os sintomas ansiosos estão presentes em diversos momentos da nossa vida e tudo bem se sentir assim, ainda mais com a correria do dia a dia. Mas a ansiedade se torna um problema ou uma doença quando esses sintomas saem do controle, se tornam desproporcionais e com muita intensidade. 

Que sintomas são esses?

Os sintomas podem incluir: 
  • Inquietação;
  • Alterações do sono; 
  • Palpitações; 
  • Taquicardia; 
  • Desconforto no estômago; 
  • Tensão muscular; 
  • Suor; 
  • Preocupação excessiva;
  • Pensamentos indesejados;
  • Dificuldade de concentração; 
  • Medos exagerados e ainda irritabilidade.

Onde a atividade física entra nessa história?

A atividade física é benéfica para a saúde física e mental, sendo uma alternativa para aliviar os sintomas da ansiedade. Além de precisar reduzir o estresse, cuidar da qualidade do sono e ter uma alimentação balanceada, pessoas com tendência à ansiedade devem praticar atividade física regularmente.

Segundo estudo realizado por pesquisadores da Southern Methodist University, nos Estados Unidos, pessoas com um quadro clínico de ansiedade podem ter os sintomas amenizados com atividade física de intensidade moderada, ou seja, cerca de 150 minutos por semana.

A prática de exercício físico é considerada a forma mais comum de tratar a ansiedade, já que traz benefícios para o sistema circulatório, contribui para uma maior produção de endorfina e melhora os níveis de serotonina e noradrenalina, substâncias envolvidas na ansiedade. Ao longo do exercício físico, o corpo é submetido ao estresse que faz bem, aquele que desencadeia a produção de alguns hormônios.

Conheça algumas glândulas e seus hormônios:

Hipófise

Controlada por uma região do cérebro chamada hipotálamo, a hipófise é uma glândula com aproximadamente 1 cm de diâmetro. Ela secreta hormônios que controlam o funcionamento de outras glândulas. Por isso, ela também é conhecida como glândula mestra.

Quando as substâncias liberadas pela hipófise entram em circulação, elas agem sobre o sistema nervoso central, causando uma sensação de bem-estar.

Os hormônios liberados pela hipófise são vitais para a saúde e bem-estar. A produção de endorfina, neuro-hormônio produzido pelo próprio organismo na glândula hipófise, alivia a depressão e normaliza os níveis de ansiedade.

Suprarrenais

As glândulas suprarrenais estão localizadas acima dos rins e são vitais para o ser humano, regulando o metabolismo e as reações do corpo humano ao estresse. Elas liberam hormônios como a adrenalina, que na dose certa, mantém o corpo ativo e o cortisol, que auxilia o sistema imunológico.

Atividades físicas recomendadas

Caminhar cerca de três vezes por semana, por exemplo, já pode contribuir para lidar com a ansiedade e viver a vida com mais leveza. Fazer um programa de treinamento com exercícios aeróbicos de intensidade moderada também são recomendados para ajudar a combater a ansiedade. A concentração no treino ajuda a esquecer as preocupações e os problemas causados pela ansiedade, o que já é um grande benefício. Mas, não se engane, para um efeito prolongado é preciso praticar atividade física regularmente.

Sabendo de tudo isso, dá só uma olhada no que você pode fazer!

Caminhada: 

A caminhada tem várias vantagens, é acessível e prática, podendo ser feita por qualquer pessoa e na maioria dos lugares.

Além disso, funciona como uma meditação ativa. Já reparou que enquanto caminha você dá uma pausa nos pensamentos excessivos? Melhor ainda se for realizada ao ar livre, pois o contato com a natureza faz bem para o corpo e a mente.

Corrida:

Se seu preparo físico é mais avançado, a corrida pode ser uma boa pedida. Além de ajudar a melhorar seu humor, correr tem um impacto positivo na sua estrutura óssea e muscular, já que fortalece essas regiões e aumenta a resistência física.

É também uma boa oportunidade para fazer alguma atividade com os amigos, aumentando a motivação. Como essa modalidade está em alta, é possível reunir a galera para correr junto!

Mas é importante ressaltar que para pessoas com problemas osteoarticulares como artrose em membros inferiores e outras lesões articulares, é indicado que o treinamento de corrida seja avaliado por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da modalidade.

Dança:

Quer coisa mais feliz que dançar? Além de ajudar a manter o peso saudável, dançar aumenta a flexibilidade, trabalha a coordenação motora, incentiva a criatividade e ainda ajuda a melhorar a autoestima, por ser uma prática divertida e prazerosa, dançar ajuda a aliviar o estresse do dia a dia.

Essa ainda é uma ótima alternativa para quem se sente desmotivado para treinar em uma academia, por exemplo. Até porque dançar nem sempre exige que você saia de casa. É só ligar uma música e se jogar no ritmo!

Yoga:

Os exercícios de yoga trabalham a postura e a respiração, o que ajuda a aliviar a ansiedade. Diminui a tensão muscular, promovendo o relaxamento, aumentando a consciência corporal e auto aceitação, especialmente no momento em que estamos vivendo. Com isso, ajuda também a trazer a mente para o momento presente, interrompendo ciclos de preocupação.

Viu? Colocar o corpo em movimento está entre uma das melhores coisas que você pode fazer pela sua saúde mental. O importante é sempre manter o cuidado com a segurança e conforto durante a prática de qualquer atividade.

Use calçados e roupas adequados, mantenha a postura correta e uma garrafinha de água sempre ao seu lado. Tenha também cuidado com o sol e o calor, principalmente se sua atividade for ao livre.

E lembre-se: é importante realizar uma avaliação clínica e funcional com profissional de saúde habilitado antes de iniciar uma atividade física, especialmente, se existem fatores de risco associados, como lesões e doenças como a hipertensão arterial, diabetes e problemas cardíacos.

No Clude você conta com o time de Nutrifit e tem acesso a consultas com personal trainer e nutricionista, chat para tirar dúvidas e vídeos de treinos separados por cardio, força, movimentação corporal e ginástica laboral. Os treinos são divididos por tempo de 10 ou 20 minutos para auxiliar nesse processo no dia a dia. Colocar o corpo em movimento nunca pareceu tão estratégico.

Batemos um papo com o personal trainer do Clude, Michel Campos, sobre como a atividade física influencia no combate à ansiedade. Assista agora mesmo

Você não está sozinho, viva um dia de cada vez e conte sempre com o nosso time!

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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