Atividade física no combate ao câncer de mama

Uma em cada 10 mulheres vítimas de câncer de mama poderiam preservar suas vidas se praticassem cerca de 150 minutos de atividade física por semana, segundo artigo científico publicado pela revista Nature com participação do Ministério da Saúde. A pesquisa mostra que 6,5% dos óbitos decorrentes da doença são atribuídos ao uso de álcool, alto índice de massa corporal e dieta rica em açúcar. 

O câncer de mama está entre os mais comuns no Brasil e no mundo, e em 2017, por exemplo, de acordo com dados do sistema de informação sobre mortalidade criado pelo DATASUS, aproximadamente 17 mil brasileiras morreram em decorrência da doença. As causas para o aparecimento da doença são diversas, mas fatores como genética afetam diretamente na saúde. “Falando sobre a atividade física e o câncer de mama, já está comprovado que a diminuição da atividade física pode aumentar o risco da doença. Quando fazemos atividade física você tem uma diminuição, principalmente de câncer de mama ou câncer de cólon. Através dessas atividades nós temos a diminuição de radicais livres e então você tem a redução do processo inflamatório e diminuição de gordura, que é inclusive um fator de risco para o câncer de endométrio e câncer de mama”, explica a Diretora Médica do Clude, Drª Laura Gusman.

Conforme estimativas do Instituto Nacional do Câncer, houve cerca de 59 mil novos casos apenas em 2019. Devido a isso, é imprescindível que haja um cuidado preventivo com a saúde em qualquer período da vida, seja através de exames, visitas periódicas ao médico ao persistirem sintomas e ter hábitos saudáveis.  

Drª Laura explica que “[…] mais do que os exames que fazem parte do protocolo de rastreio, a rotina tem que ser desde sempre: ter uma alimentação saudável e exercício físico. Sabemos que há estudos onde mulheres que possuem de 4 a 5 comportamentos saudáveis, como nunca fumar, manter um peso saudável, uma dieta, uso moderado de álcool, foi aumentado de 3 à 8 anos de expectativa a mais sem câncer em comparação à mulheres que nunca tiveram nenhum desses comportamentos. A prevenção precisa ser frequente e devemos nos preocupar com isso, sendo que a partir do momento que ela entra em um protocolo de rastreio, ela segue o acordo que o médico irá indicar”.

Mesmo para as pessoas que possuem hábitos saudáveis e praticam atividades físicas regulares, é preciso cuidar da saúde. A maior parte dos casos de câncer de mama são assintomáticos e não há sinais da doença, sendo que quando há a manifestação de algum sintoma é porque já existe algum tipo de tumor, normalmente com mais de um centímetro.  “Levo uma vida saudável, me alimento super bem, treino, pratico atividade física, mas fiquei de 4 a 5 anos sem fazer nenhum tipo de exame. Quando cheguei para fazê-los, eu tinha um cisto no ovário de 15 cm. Era um cisto benigno, mas precisei fazer uma cirurgia, pois se eu tivesse detectado isso lá no início, não teria que precisar de uma cirurgia”, explica a personal fitness Carol Borba. 

É necessário bons hábitos para ter uma vida saudável, passar sempre em um médico especialista para cuidar da saúde, realizar exames para diagnósticos precoces que auxiliam no tratamento de uma doença, além de fazer um cuidado preventivo. Uma aliada importante para a saúde do corpo e da mente é a prática de atividade física, que contribui com diversos benefícios, promovendo a saúde e bem-estar. Carol Borba afirma que “não ser sedentário já te protege muito contra o câncer’. Então, não ser sedentário é simples: faça 30 minutinhos de atividade física pelo menos 3 vezes por semana. Se você fizer uma atividade sistematizada, como pedalar, adquirir hábitos legais, ir para o trabalho de bicicleta ou parar um ponto antes do ônibus e ir andando o restante do caminho. É só colocar bons hábitos de atividade física na sua rotina, no seu dia a dia que já ajudará bastante”.

Manter o corpo em movimento é um dos principais pilares para se ter uma vida mais saudável. A prática de exercício físico alinhado com outros hábitos será muito benéfico para a saúde, sendo que “a atividade física é o que a gente faz no dia a dia e que já te propõe um gasto energético que você já saiu do repouso e o exercício físico já é essa coisa mais de você manter uma rotina. É mais sistematizado, mas você pode ir mudando para alcançar o objetivo que você deseja”, explica Drª Laura Gusman.

Segundo o HCor, a obesidade cresceu drasticamente nos últimos 40 anos e aumenta as chances de desenvolver problemas de saúde, como diabetes e doenças cardíacas. Ainda não há comprovação entre o câncer e a obesidade, porém, o excesso de peso impacta negativamente na saúde e no tratamento de qualquer doença. Por isso, é necessário adquirir o hábito de praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável, para ajudar a melhorar o condicionamento físico e evitar o sedentarismo. 

Inserir o hábito de praticar atividades físicas no dia a dia é imprescindível.  “[…] O exercício físico é algo que você tem um objetivo com ele, e você chega em um profissional e explica que deseja emagrecer 5,10 quilos, por exemplo. O profissional vai sintetizar isso para você, fazendo um cronograma de treinos e te levar de forma mais saudável e o mais rápido possível ao seu objetivo. Se você não tiver nenhum objetivo relacionado à estética, você precisa ter objetivos relacionados à saúde. Eu sempre digo que a estética vem como um bônus, pois os primeiros resultados o nosso corpo sente e depois nós começamos a perceber, a enxergar os resultados no espelho. Então, não tem porque você não fazer exercício físico, pois a atividade física ela precisa estar em nossa rotina e o exercício também. Ele é importante, diferente e muito importante”, comenta Carol Borba. 

Durante o tratamento do câncer de mama há algumas restrições na rotina do paciente que auxiliam no processo de recuperação e o médico irá indicar a melhor maneira de se inserir uma atividade física no cotidiano do paciente. “Pessoas em tratamento podem e devem praticar atividades físicas, desde que estejam numa fase de liberação do seu médico e a atividade física irá depender do que ela gosta de fazer”, explica Drª Laura. Outro fator importante é sobre algumas perdas que os pacientes sofrem, além do tratamento que geralmente é algo mais agressivo: “a pessoa tende a perder massa magra. Então após o tratamento, que é algo intenso contra o câncer, é importante que as pessoas trabalhem isso. […] Poder fazer vários exercícios físicos que ela quiser fazer na vida, até por uma questão de proteção das articulações e fortalecimento, vai facilitar depois na prática de qualquer outra atividade”, salienta Carol. 

Porém, não há um exercício físico mais indicado e isso irá depender da disposição, da condição física do paciente, sempre com a orientação de um profissional físico e médico. “O importante é manter uma regularidade praticando cerca de 150 minutos semanais. É um bom número para você se guiar e isso só terá efeito benéfico porque não só o paciente vai estar em movimento de novo, caso ela tenha saído de uma cirurgia ou de uma situação complicada, a prática de exercício físico vai manter o nível de endorfina, que é a sensação de bem-estar. Ela reduz o nível de estresse e tem um efeito benéfico na própria resistência, na defesa imunológica”, explica Drª Laura. 

Muitas pessoas não possuem o costume de se movimentar e acabam abandonando a ideia de praticar exercícios físicos devido à falta de tempo e até mesmo de motivação. Nesse caso é bom optar por variações de atividades: “pode ser uma dança para as pessoas que gostam muito de dançar, pode ser musculação que é uma atividade muito segura e que promove o ganho de massa magra. Pode ser um exercício funcional, pois muitas pessoas confundem o que ele é. […] Então, até um agachamento a gente faz no dia a dia, pesar peso no mercado, abaixar e levantar, são tipos de exercícios funcionais que ajudam bastante”, orienta Carol. 

Outro fator importante são as restrições e cuidados antes de iniciar uma atividade física. “Consulte um médico, pois se a pessoa é sedentária e nunca praticou uma atividade física é importante consultar um especialista para ver se está tudo bem, a saúde do coração e tudo mais. Agora se a pessoa não é sedentária completamente e só quer fazer um exercício físico sistematizado e quer focar um pouquinho mais, tem que começar de leve. Eu sempre falo que não adianta olhar para o lado e ver o colega fazendo uma coisa e querer fazer igual. Cada um é cada um e temos que respeitar essa evolução que é natural”, salienta Carol. 

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Penalidades podem variar conforme enquadramento e porte.

Maio se aproxima.
E com ele, a entrada em vigor das novas diretrizes da NR1 relacionadas à gestão de riscos psicossociais, conforme a Portaria nº 1.419/2024. Mas a pergunta que deveria estar na mesa da diretoria não é apenas sobre multa.

É sobre maturidade de gestão.

A NR1 deixa claro que as empresas devem:

  • Identificar riscos psicossociais

  • Implementar medidas preventivas

  • Manter registros formais

  • Monitorar continuamente as ações adotadas

Ou seja: não se trata de um documento isolado.
Trata-se de sistema.

A mudança silenciosa na gestão corporativa

Riscos psicossociais não são subjetivos ou abstratos. A norma cita fatores como:

  • Sobrecarga de trabalho

  • Falta de suporte organizacional

  • Assédio moral ou sexual

  • Conflitos interpessoais

  • Metas inalcançáveis

Esses elementos impactam diretamente clima, produtividade e segurança psicológica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (2022), a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano da pandemia. No mesmo relatório, a OMS aponta que pessoas mentalmente saudáveis podem ser até 12% mais produtivas. Isso não é apenas saúde.
É performance organizacional.

O risco invisível: quando não há estrutura

Muitas empresas acreditam estar preparadas porque:

  • Oferecem apoio psicológico pontual

  • Aplicam pesquisa anual de clima

  • Possuem canal de ouvidoria

Mas a NR-1 exige algo além da intenção: exige evidência, ciclo e monitoramento contínuo.

Sem isso, há exposição regulatória e também risco reputacional.

Penalidades podem variar conforme enquadramento e porte.
Mas o impacto em imagem e confiança pode ser ainda maior.

Gestão moderna é gestão baseada em dados

Empresas de alta performance tratam saúde mental como indicador estratégico.

Isso significa:

  1. Diagnóstico estruturado

  2. Análise quantitativa e qualitativa

  3. Plano de ação formal

  4. Monitoramento contínuo

  5. Registro das evidências

É exatamente esse ciclo que o Safe Mind da Clude Saúde estrutura.

O que é o Safe Mind?

O Safe Mind é um programa desenvolvido pela Clude Saúde para prevenir riscos psicológicos no ambiente de trabalho e apoiar a adequação às exigências da NR1 e da Lei nº 14.831.

Ele foi pensado para empresas que não querem apenas reagir, querem estruturar.

O programa inclui:

✔️ Pesquisa de Clima Organizacional com foco em segurança psicológica, inclusão e assédio

✔️ Dashboard executivo com indicadores estratégicos

✔️ Canal de denúncias anônimo em conformidade com a norma

✔️ Adequação normativa com suporte técnico

✔️ Monitoramento contínuo da saúde emocional

Além disso, o colaborador tem acesso a uma área dedicada à saúde mental no aplicativo Clude, com:

  • Avaliações periódicas de ansiedade, estresse e riscos de burnout
  • Diário emocional e diário do sono
  • Atendimento psicológico
  • Monitoramento ativo de casos moderados e grave

Quando identificado risco relevante, há contato proativo da equipe

Isso é prevenção real.

Checklist prático para saber se sua empresa está pronta

Responda com sinceridade:

✔️ Existe mapeamento formal de riscos psicossociais?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ A empresa possui evidências documentadas de avaliação?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ Há plano de ação vinculado aos resultados?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ O monitoramento é contínuo ou pontual?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ Existe dashboard executivo para a liderança?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ O canal de denúncias é estruturado e auditável?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ Há registro formal das ações implementadas?

Se você respondeu “não” para dois ou mais pontos, é hora de agir.

Erros comuns que podem custar caro

❌ Aplicar pesquisa sem desdobramento estratégico
❌ Não envolver liderança no plano de ação
❌ Tratar saúde mental apenas como benefício opcional
❌ Não registrar formalmente as medidas adotadas
❌ Esperar fiscalização para estruturar processo

A NR1 não exige perfeição.
Ela exige diligência estruturada.

Maio está próximo. E agora?

A Clude Saúde já atua nacionalmente como ecossistema digital de telemedicina e saúde emocional, com soluções integradas para empresas

O Safe Mind foi criado para apoiar RH, SST e alta liderança a transformar uma exigência regulatória em modelo de gestão inteligente.

Não se trata de medo.

Trata-se de maturidade organizacional.

Próximo passo: Diagnóstico NR1

Antes que maio chegue, sua empresa pode realizar um Diagnóstico Estratégico NR1 + Riscos Psicossociais, conduzido por especialistas da Clude.

Você terá clareza sobre:

  • Grau de exposição regulatória

  • Nível de maturidade em gestão psicossocial

  • Lacunas prioritárias

  • Plano recomendado de ação

Penalidades podem variar conforme porte.
Mas a decisão de estruturar é estratégica.

Agende uma conversa com um especialista da Clude Saúde e descubra se sua empresa realmente está pronta para maio.

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