Doença do trabalho ou doença profissional: qual a diferença?

O processo de saúde e doença pode ser determinado através das condições de vida das pessoas. No ambiente de trabalho, é expresso o modo como os trabalhadores vivenciam as conjunturas, regimes de atividades e ambientes. A relação entre saúde e doença, nesse caso, deve ser tratada de maneira multicausal, considerando a doença, agentes específicos e os diversos fatores de riscos presentes no exercício profissional.

Quando se trata de problemas de saúde envolvendo trabalhadores, algumas dúvidas são comuns. Você sabe qual a diferença entre doença profissional e doença do trabalho?

Doenças profissionais e doenças do trabalho possuem diferença enquanto seu significado: a doença do trabalho está mais relacionada ao ambiente, já a doença profissional é causada por características da própria atividade profissional. Abaixo, explicamos melhor sobre cada definição.

O artigo 20 da Lei 8.213/91 de 2017 considera tanto a doença profissional quanto a doença do trabalho como acidentes de trabalho e define:

[…]

I – Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social;

II – Doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I.

Com essas definições, pode-se entender que a doença profissional é aquela na qual o funcionário adoece por conta do seu trabalho no dia a dia, isto é, apresenta enfermidades relacionadas com a profissão em si e não com o modo pelo qual a atividade é realizada. Muitas vezes, trata-se de uma condição crônica, ou seja, uma doença que o trabalhador possuirá pelo resto da vida.

Um exemplo muito comum de doença profissional é o DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) que acomete, principalmente, pessoas que trabalham como caixas em bancos ou supermercados, sendo obtido devido à movimentação frequente ao contar dinheiro e registrar as informações nas máquinas.

A doença profissional pode acontecer pela exposição contínua a agentes de risco (físicos, químicos, biológicos ou radioativos) ou até mesmo piorar condições já existentes. Geralmente são casos que se apresentam de forma lenta e agravam ao decorrer do tempo.

Por outro lado, compreende-se como doença do trabalho aquela que se desenvolve por conta das condições do local de trabalho. Seu aparecimento decorre, portanto, não da profissão em si, mas da forma como o trabalho é prestado ou das condições do ambiente em que ele acontece.

É possível diagnosticar o problema como uma doença do trabalho caso ele aconteça de acordo com um fator específico, que está associado à função exercida, mas não é uma regra. Assim, a pessoa deve provar que ocorreu uma piora da saúde por conta da sua função na empresa.

Um exemplo disso seria de uma pessoa que trabalha em um galpão e que do outro lado deste lugar houvesse um motor que gerasse ruído sonoro. Se o ruído lhe causar surdez ocupacional, seria uma doença do trabalho. Nesta situação, o problema foi causado por um fator presente no ambiente de trabalho, mas que não tinha a ver com as atividades profissionais.

Uma das formas de prevenção das doenças profissionais e do trabalho é a utilização, caso necessário, de equipamentos de proteção ao empregado. Esses recursos devem ser oferecidos pela empresa, que também precisa fiscalizar o seu uso e orientar os funcionários sobre a forma correta de utilização.

Atitudes simples e pontuais podem servir para melhorar a qualidade de vida e evitar futuras doenças no futuro, como por exemplo, apostar em exercícios laborais, que podem diminuir a fadiga e o estresse, melhorando a postura e até a concentração.

É importante destacar que no processo de investigação de determinada doença e sua possível relação com o trabalho, os fatores de risco presentes nos ambientes de exercício profissional não devem ser compreendidos de forma isolada e estanque. É necessário apreender a forma como eles acontecem na dinâmica global e cotidiana do processo de trabalho.

Uma vez que o trabalho ocupa parte da rotina diária do ser humano, é necessário compreender através de diferentes lentes, quais impactos este pode ter a curto, médio e longo prazo na saúde e considerar alternativas para redução de riscos e complicações.

REFERÊNCIAS
FERNANDES, F. S. Acidente de trabalho, doença profissional e doença do trabalho: características, diferenças, efeitos no contrato de trabalho e repercussões previdenciárias. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 19, n. 3944, 19 abr. 2014.
WALDHELM NETO, N. A diferença entre doença do trabalho e doença profissional. 31 mai. 2017. Disponível em: http://segurancadotrabalhonwn.com/a-diferenca-entre-doenca-do-trabalho-e-doencaprofissional/.
BARSANO, P. R. BARBOSA, R. P. Segurança do trabalho guia prático e didático. Saraiva Educação SA, 2018.
KILESSE, C. T. S. M. et al. O impacto da qualidade de vida laboral no desenvolvimento de doenças cronicas.
Freitas-Swerts, F. C. T. de, & Robazzi, M. L. do C. C. (2014). The effects of compensatory workplace exercises to reduce work-related stress and musculoskeletal pain. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 22(4), 629–636. doi:10.1590/0104-1169.3222.246

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Penalidades podem variar conforme enquadramento e porte.

Maio se aproxima.
E com ele, a entrada em vigor das novas diretrizes da NR1 relacionadas à gestão de riscos psicossociais, conforme a Portaria nº 1.419/2024. Mas a pergunta que deveria estar na mesa da diretoria não é apenas sobre multa.

É sobre maturidade de gestão.

A NR1 deixa claro que as empresas devem:

  • Identificar riscos psicossociais

  • Implementar medidas preventivas

  • Manter registros formais

  • Monitorar continuamente as ações adotadas

Ou seja: não se trata de um documento isolado.
Trata-se de sistema.

A mudança silenciosa na gestão corporativa

Riscos psicossociais não são subjetivos ou abstratos. A norma cita fatores como:

  • Sobrecarga de trabalho

  • Falta de suporte organizacional

  • Assédio moral ou sexual

  • Conflitos interpessoais

  • Metas inalcançáveis

Esses elementos impactam diretamente clima, produtividade e segurança psicológica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (2022), a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano da pandemia. No mesmo relatório, a OMS aponta que pessoas mentalmente saudáveis podem ser até 12% mais produtivas. Isso não é apenas saúde.
É performance organizacional.

O risco invisível: quando não há estrutura

Muitas empresas acreditam estar preparadas porque:

  • Oferecem apoio psicológico pontual

  • Aplicam pesquisa anual de clima

  • Possuem canal de ouvidoria

Mas a NR-1 exige algo além da intenção: exige evidência, ciclo e monitoramento contínuo.

Sem isso, há exposição regulatória e também risco reputacional.

Penalidades podem variar conforme enquadramento e porte.
Mas o impacto em imagem e confiança pode ser ainda maior.

Gestão moderna é gestão baseada em dados

Empresas de alta performance tratam saúde mental como indicador estratégico.

Isso significa:

  1. Diagnóstico estruturado

  2. Análise quantitativa e qualitativa

  3. Plano de ação formal

  4. Monitoramento contínuo

  5. Registro das evidências

É exatamente esse ciclo que o Safe Mind da Clude Saúde estrutura.

O que é o Safe Mind?

O Safe Mind é um programa desenvolvido pela Clude Saúde para prevenir riscos psicológicos no ambiente de trabalho e apoiar a adequação às exigências da NR1 e da Lei nº 14.831.

Ele foi pensado para empresas que não querem apenas reagir, querem estruturar.

O programa inclui:

✔️ Pesquisa de Clima Organizacional com foco em segurança psicológica, inclusão e assédio

✔️ Dashboard executivo com indicadores estratégicos

✔️ Canal de denúncias anônimo em conformidade com a norma

✔️ Adequação normativa com suporte técnico

✔️ Monitoramento contínuo da saúde emocional

Além disso, o colaborador tem acesso a uma área dedicada à saúde mental no aplicativo Clude, com:

  • Avaliações periódicas de ansiedade, estresse e riscos de burnout
  • Diário emocional e diário do sono
  • Atendimento psicológico
  • Monitoramento ativo de casos moderados e grave

Quando identificado risco relevante, há contato proativo da equipe

Isso é prevenção real.

Checklist prático para saber se sua empresa está pronta

Responda com sinceridade:

✔️ Existe mapeamento formal de riscos psicossociais?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ A empresa possui evidências documentadas de avaliação?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ Há plano de ação vinculado aos resultados?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ O monitoramento é contínuo ou pontual?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ Existe dashboard executivo para a liderança?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ O canal de denúncias é estruturado e auditável?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ Há registro formal das ações implementadas?

Se você respondeu “não” para dois ou mais pontos, é hora de agir.

Erros comuns que podem custar caro

❌ Aplicar pesquisa sem desdobramento estratégico
❌ Não envolver liderança no plano de ação
❌ Tratar saúde mental apenas como benefício opcional
❌ Não registrar formalmente as medidas adotadas
❌ Esperar fiscalização para estruturar processo

A NR1 não exige perfeição.
Ela exige diligência estruturada.

Maio está próximo. E agora?

A Clude Saúde já atua nacionalmente como ecossistema digital de telemedicina e saúde emocional, com soluções integradas para empresas

O Safe Mind foi criado para apoiar RH, SST e alta liderança a transformar uma exigência regulatória em modelo de gestão inteligente.

Não se trata de medo.

Trata-se de maturidade organizacional.

Próximo passo: Diagnóstico NR1

Antes que maio chegue, sua empresa pode realizar um Diagnóstico Estratégico NR1 + Riscos Psicossociais, conduzido por especialistas da Clude.

Você terá clareza sobre:

  • Grau de exposição regulatória

  • Nível de maturidade em gestão psicossocial

  • Lacunas prioritárias

  • Plano recomendado de ação

Penalidades podem variar conforme porte.
Mas a decisão de estruturar é estratégica.

Agende uma conversa com um especialista da Clude Saúde e descubra se sua empresa realmente está pronta para maio.

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