Como as healthtechs estão ajudando empresas a reduzir o absenteísmo

O absenteísmo é um dos problemas que empresas e colaboradores estão enfrentando no momento. Contudo, as healthtechs podem ajudar, tendo em vista que, segundo pesquisas, uma das maiores causas de afastamento do trabalho é a necessidade de cuidado com a saúde – principalmente a saúde emocional. 

Continue acompanhando a leitura e saiba mais sobre o assunto!

Leia também: Healthtechs: o papel das startups que desenvolvem tecnologias para otimizar o sistema de saúde

O que é absenteísmo?

O absenteísmo é o ato de se ausentar de um compromisso. Assim, o absenteísmo no trabalho se refere à falta do colaborador por atraso, saída adiantada ou ausência de um dia ou vários no emprego. Isso pode ocorrer por diversos motivos, tais como desmotivação com a profissão, compromissos pessoais, más condições de transporte e afastamento por doença. 

Neste artigo, focamos no absenteísmo ocasionado por problemas de saúde, tendo em vista que as healthtechs estão auxiliando as empresas a diminuírem esse tipo de ausência, principalmente as relacionados à saúde mental.

Como as healthtechs estão ajudando as empresas?

De acordo com o Distrito Healthtech Report, hoje em dia, há aproximadamente 542 healthtechs no mercado, sendo que, em 2018, haviam apenas 248. Desse quantitativo, a maior parte são de healthtechs direcionadas especificamente aos cuidados com a saúde mental. 

Esse número certamente reflete a necessidade que a atenção à saúde mental merece em nosso País. Segundo pesquisas, 86% dos brasileiros possuem algum transtorno mental, sendo a pressão no ambiente de trabalho e problemas pessoais da vida afetiva as principais causas apontadas pelos especialistas.

Assim, 20% dos colaboradores estão trabalhando sob intensa pressão emocional, o que pode ocasionar problemas com a saúde física e psíquica – e, consequentemente, falta de produtividade e absenteísmo.

Conforme a Previdência Social, episódios de depressão causaram 43,3 mil auxílios-doença, transtornos ansiosos, 28,9 mil, e o transtorno depressivo, 20,7 mil, ocupando, respectivamente, a 10ª, 15ª e 21ª posição entre as doenças que mais causam afastamento do trabalho.

Sendo assim, uma importante medida para auxiliar na diminuição do absenteísmo é contar com alternativas, como as healthtechs, para apoiar os colaboradores. Uma delas é a Inteligência Artificial (IA) Ivi, desenvolvida em 2019 pela startup Hisnëk com o objetivo de identificar as emoções dos colaboradores.

Dessa forma, tais emoções são captadas por perguntas, que auxiliam o software a traçar um perfil do colaborador e recomendar sugestões personalizadas, como a necessidade de consultar um psicólogo, por exemplo. 

Além disso, a IA gera relatórios sobre as condições emocionais da equipe, mantendo anônimo o nome dos colaboradores, para que o grupo de gestão de pessoas possa elaborar ações mais precisas e eficientes com o intuito de apoiar o time. 

Além de healthtechs direcionadas especificamente para a área da saúde emocional dos colaboradores, plataformas que visam combater o sedentarismo e o absenteísmo no ambiente corporativo também estão ganhando destaque. 

Um case de sucesso ocorreu com a empresa PayPal, a qual, por meio de uma healthtech, desafiou seus funcionários a correrem 2,5 mil km ao longo de um mês. A experiência contou com forte adesão por parte dos colaboradores que deixaram de ser sedentários e passaram a se engajar mais com a empresa. 

Sendo assim, as healthtechs estão cada vez mais auxiliando empresas a engajar seus funcionários e a diminuir o absenteísmo. Algumas plataformas são mais focadas em uma especialidade, enquanto outras se propõem a atuar em distintas frentes, como o Clude, por exemplo. Seu programa completo oferece consultas a médicos, psicólogos, nutricionistas, personal trainers e assistentes sociais. Assim, o colaborador pode cuidar da sua saúde de forma mais ampla.

Como conseguir orientação médica online para meus colaboradores?

O Clude é um programa completo de saúde que disponibiliza orientação médica 24 horas por dia, sete dias por semana e de onde o colaborador estiver. Além disso, caso ele deseje se consultar com um especialista, é possível realizar consultas presenciais que custam a partir de R$ 35, ou uma consulta médica online a partir de R$ 35. Então, entre em contato e faça a adesão, pois, em uma única assinatura, o seu colaborador e sua família podem usufruir de um programa completo de saúde. 

Leia mais: Healthtechs levam bem-estar com a tecnologia e auxiliam nos cuidados de saúde de forma preventiva

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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