Como as redes sociais afetam na autoestima?

As redes sociais atualmente consistem no principal meio de comunicação e uma das principais formas de se relacionar com outras pessoas. Temos acesso a informações advindas do mundo todo, notícias em tempo real, conseguimos conversar e manter relações à distância. Porém, apesar de existirem muitos fatores benéficos relacionados às redes sociais, também existem desvantagens importantes à saúde mental, mais especificamente, à autoestima.

A autoestima consiste em um processo comportamental diretamente influenciado pelo ambiente que vivemos e pelas relações que estabelecemos. Fundamentalmente, é um padrão comportamental em que quando se tem majoritariamente consequências positivas é provável de se desenvolver uma boa autoestima e quando se tem majoritariamente consequências negativas é provável de se desenvolver uma baixa autoestima.

Se uma pessoa produz ou vive em um ambiente motivador, é mais provável que ela transmita segurança e confiança em seus posicionamentos, sendo considerada assim, como alguém que tem uma boa autoestima. Se uma pessoa vive em um ambiente aversivo e cheio de julgamento, é mais provável que ela apresente dificuldades em se posicionar, não se sinta bem consigo mesma, se configurando como alguém que tem uma baixa autoestima.

Essa discussão também permeia as redes sociais. Por exemplo, a quantidade de likes em uma foto pode representar aceitação, pode demonstrar um julgamento positivo. Por outro lado, a falta de likes pode representar um julgamento negativo, uma rejeição. Cada uma dessas consequências podem impactar diretamente a autoestima, como a pessoa se enxerga, como se valoriza, o que pensa sobre si mesma.

Ao contrário do que muitos pensam, a autoestima não se refere somente à uma questão física, de autoimagem, ela também comporta outros três fatores: autoconceito, auto reforçamento e autoeficácia. O autoconceito é aquilo que se pensa sobre si mesmo, as características que te representam, o valor que se é dado. O auto reforçamento se refere à forma como reconhece o cumprimento de seus objetivos, o que você faz para comemorar suas conquistas, por exemplo. A autoeficácia, por fim, consiste na confiança que tem em si mesmo, em suas habilidades de resolução de problemas.

Pensando em como as redes sociais afetam a autoestima, podemos discutir sobre todos esses fatores, visto que estão diretamente relacionados entre si e se complementam. A cultura da beleza e o protagonismo da imagem nas redes sociais fazem com que um comentário ou um like tenham um peso muito maior do que de fato teriam se as pessoas não tentassem a todo custo se encaixar em um padrão, a pertencer a um determinado grupo. Se você tem um corpo padrão e está de acordo com a moda da internet, você passa a se valorizar fisicamente (autoimagem), passa a pensar coisas positivas sobre você (autoconceito), sobre sua capacidade (autoeficácia), aumentando a probabilidade de você reconhecer suas conquistas (auto reforçamento). Caso contrário, as crenças de desvalorização são inúmeras, e podem, infelizmente, gerar prejuízos importantes na qualidade de vida do indivíduo a partir do desenvolvimento de sintomas ansiosos e depressivos. Esse é o quanto o ambiente da internet pode afetar sua autoestima!

Por exemplo, você pode passar a acreditar que não é capaz (autoeficácia), que não é bonito suficiente (autoimagem), que não é digno de elogios, que não é digno de ser amado e valorizado por outras pessoas (autoconceito), diminuindo a probabilidade de você reconhecer suas conquistas (auto reforçamento). Essas autorregras podem te impedir de agir no mundo, impedir de interagir com outras pessoas ou de seguir em um trabalho que ama por medo do julgamento. Os prejuízos para a saúde mental são inúmeros.

A autoimagem geralmente é o ponto de partida para discutir a autoestima, mas quando falamos de redes sociais, para além de um padrão estético, de uma beleza física, falamos de aspectos sociais importantes. Nas redes sociais se mostra onde vai, o que se come, com quem se relaciona, um estilo de vida, um determinado poder aquisitivo, um padrão social vivido pela minoria da população. O contato e comparação constante com uma padrão de vida que não corresponde com a sua realidade, contribui para sentimento de insatisfação, frustração, desânimo, assim como, colabora para o desenvolvimento de crenças limitantes.

As crenças limitantes que criamos sobre nós mesmos estão relacionadas a grande parte dos motivos pelos quais as pessoas buscam psicoterapia, e as redes sociais podem ser um dos fatores desencadeadores de muitas dessas crenças. Mas, o que fazer diante disso? É importante refletir sobre como o cerne da questão não está nas redes sociais em si, mas na utilização delas como ponto de referência para autoaceitação.

Uma resposta

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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