Como é a consulta com um gastroenterologista?

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

O gastroenterologista é o médico responsável por diagnosticar e tratar as doenças que acometem o sistema gastrointestinal, ou seja, todas as estruturas localizadas desde a boca até o anus, o que compreende uma parcela significativa de nosso corpo. Portanto, confira o artigo de hoje e saiba mais sobre as principais doenças gastrointestinais, quando agendar uma visita e como é a consulta com gastroenterologista. Boa leitura!

Quais são as principais doenças gastrointestinais?

Antes de falarmos sobre como é a consulta com o gastroenterologista, veja as principais doenças tratadas por esse profissional:

1. Gastrite

A gastrite é uma lesão ou inflamação que atinge a mucosa do estômago, a qual é responsável por protegê-lo dos ácidos gástricos. Esse problema se origina justamente a partir do aumento na produção desses ácidos, causando dor e queimação na barriga, má digestão, náusea e vômito.

2. Úlcera

A úlcera é uma lesão que afeta a mucosa do esôfago, estômago ou intestino delgado. Diferentemente da gastrite, a úlcera causa hemorragias e erosão da mucosa, podendo perfurar a parede dos órgãos.

Esse problema pode ser acarretado pela hipoglicemia dos diabéticos, doença de Crohn, uso frequente de determinados medicamentos, contaminação pela bactéria H. Pylori e estresse, causando sintomas semelhantes ao da gastrite, exceto pela presença de sangue nas fezes, que pode ocorrer caso algum órgão tenha sido perfurado.

3. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico corresponde ao mau funcionamento do esfíncter, que é uma espécie de válvula que conecta o esôfago ao estômago. Esse problema ocasiona o retorno do conteúdo estomacal ao esôfago, causando lesões devido à presença de ácidos digestivos.

4. Intolerância à lactose

A intolerância à lactose é ocasionada pela baixa produção da enzima lactase, a qual é responsável por digerir o açúcar encontrado no leite e produtos derivados dele. Por conta disso, esse açúcar atinge o intestino e passa a ser fermentado pelas bactérias intestinais, o que pode causar gases, cólica, inchaço abdominal e diarreia.

5. Pancreatite

A pancreatite refere-se a inflamação do pâncreas, órgão responsável pela síntese de insulina e glucagon. Esse problema pode ser causado por presença de pedra na vesícula ou consumo excessivo de álcool, resultando em dores na barriga.

Quando consultar o gastroenterologista?

Você deve procurar o gastroenterologistas caso apresente sintomas como:

  • enjoo;
  • refluxo;
  • dor ou queimação no estômago;
  • distensão abdominal;
  • prisão de ventre;
  • gases;
  • cólica intestinal;
  • diarreia.

 

Além disso, caso você possua algum parente próximo que tenha desenvolvido úlcera, há uma grande probabilidade de você desenvolvê-la também. Portanto, informe-se sobre o assunto e agende uma consulta se necessário, a fim de evitar esse problema.

Afinal, como é a consulta com gastroenterologista?

Caso seja a sua primeira consulta, o gastroenterologista irá realizar algumas perguntas, como histórico de doenças familiares relacionadas ao sistema gastrointestinal, hábitos alimentares, uso de medicamentos, consumo de álcool e se você apresenta alguma doença diagnosticada – como diabetes, que pode ocasionar úlcera – além de compreender o que motivou você a marcar uma consulta.

A partir dessas informações, ele irá elaborar a ficha anamnese, que auxiliará no diagnóstico e elaboração de tratamento por meio do registro de suas informações. Além disso, caso você apresente de fato sintomas típicos de um distúrbio gastrointestinal, ele poderá solicitar exames, como:

  • endoscopia digestiva alta: exame realizado a partir da introdução de uma sonda na boca, a qual pode alcançar até o duodeno, fornecendo imagens de dentro do organismo;
  • colonoscopia: exame semelhante à endoscopia, no qual a sonda é introduzida no canal anal;
  • ecoendoscopia: exame que combina endoscopia e ultrassonografia;
  • exame de manometria esofágica (esofagomanometria): nesse exame, é introduzida uma sonda na narina do paciente e é solicitado que ele beba água, de modo a permitir que o médico avalie a movimentação do esôfago.

Como encontrar consulta com gastroenterologista a preços acessíveis?

Com o cartão 360° do Clude, você consegue marcar consultas com médicos especialistas a partir de R$ 35, além de ter até 80% de desconto em exames realizados na rede de laboratórios credenciados. Portanto, agora que você já sabe como é a consulta com gastroenterologista e a importância de cuidar do sistema gastrointestinal, venha fazer parte do Clude e ter acesso a atendimento médico com desconto!

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

Ausencia-de-Saude-Mental-e-o-custo-invisivelDurante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

Deixe um comentário