Depressão  

O que é depressão? 

Depressão é o termo utilizado para se referir a qualquer um dos tipos de transtornos depressivos existentes, como, por exemplo, transtorno depressivo maior e transtorno depressivo persistente. A depressão corresponde a uma categoria dos mais frequentes e complexos transtornos mentais, acometendo também crianças e adolescentes, podendo prejudicar de forma significativa a qualidade de vida do indivíduo e suas relações.  

Sintomas 

Os sintomas da depressão acontecem a nível físico, cognitivo, psicomotor e comportamental, sendo que cada tipo de transtorno depressivo possui seus sintomas e seus critérios diagnósticos específicos. Porém, existem alguns sintomas gerais, como:  

  • Tristeza profunda e persistente que interfere no funcionamento diário; 
  • Diminuição do prazer e interesse em atividades diversas; 
  • Dificuldade de concentração; 
  • Fadiga e cansaço intenso; 
  • Alterações no sono; 
  • Alterações de humor; 
  • Sentimento de desesperança; 
  • Perda ou ganho de peso; 
  • Baixa autoestima; 
  • Isolamento; 
  • Pensamentos suicidas.  

Causas 

A depressão, assim como todo transtorno mental tem causa multifatorial. Isso significa que ela é desenvolvida a partir de uma soma de fatores fisiológicos, psicológicos, sociais e ambientais, não por um fator único em específico. Sabe-se que indivíduos com histórico familiar de transtornos depressivos apresentam maior probabilidade de desenvolver depressão. Porém, esse único fator não é determinante. A história, ambiente e experiências ao longo da vida podem contribuir como fatores de proteção e prevenção ao transtorno ou podem ser considerados como fatores desencadeadores.  

Diagnóstico 

O diagnóstico é clínico e deve ser feito a partir de uma entrevista cuidadosa que considere os sintomas relatados e a história de vida do indivíduo. É importante avaliar a persistência e duração dos sintomas, se ocorrem todos os dias ou na maior parte deles, a intensidade e os prejuízos destes para a manutenção de uma qualidade de vida saudável, sendo apresentado um sofrimento significativo e que prejudica o funcionamento social do indivíduo. O diagnóstico é complexo e deve ser feito por um profissional de saúde mental.  

Tratamento  

O tratamento para depressão é feito de forma conjunta por meio da psicoterapia e medicamentos psiquiátricos. O percurso da depressão não é linear, isso significa que haverá momentos de maior intensificação dos sintomas, com maiores prejuízos, e momentos de menor intensificação, com menores prejuízos. Dessa forma, é necessário o acompanhamento contínuo com os profissionais de saúde mental, psicólogo e psiquiatra, para avaliar a frequência e medicação necessária para cada caso e momento do tratamento.  

A depressão pode ser categorizada como leve, moderada e grave. Quando leve e de curta duração, o tratamento somente com psicoterapia geralmente é eficaz. Quando moderada e grave, é necessário a inclusão de medicamentos de forma conjunta a psicoterapia para auxiliar na amenização dos sintomas.  

O que não falar para pessoas que possuem depressão 

  • Não compare a situação do indivíduo com a de outra pessoa.   

 

Comentar que existem pessoas com problemas piores não ajuda o indivíduo, pelo contrário, pode contribuir para o sentimento de culpa por estar se sentindo daquela forma, intensificando o sofrimento emocional. Depressão não é fraqueza, não é falta de vontade. É um transtorno psicológico complexo que possui tratamento.   

  • Não estigmatize a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico.   

 

Comentar de forma pejorativa que a psicoterapia e o tratamento medicamentoso não irão ajudar o indivíduo, que ele não está tão grave assim ou que não precisa se submeter a isso é um desserviço à saúde mental do outro. Sabe-se que atualmente a psicoterapia, juntamente com a medicação psiquiátrica consistem no padrão ouro de tratamento para transtornos mentais, inclusive, para a depressão.    

  • Não exija uma postura positiva.  

 

Por mais que a intenção seja boa, comentar que a pessoa precisa olhar o lado positivo, ser feliz ou sair dessa, pode ser entendido pelo indivíduo como uma forma desrespeitosa de lidar com o seu diagnóstico, invalidando o seu sofrimento. Talvez tudo o que ele gostaria era conseguir ser feliz e ver o lado positivo, porém a depressão é uma condição complexa em que a perda de prazer e interesse são tão intensos que promovem uma distorção da realidade.   

  • Não questione sorrisos ou pequenos momentos de alegria.

 

Um sorriso ou até mesmo um passeio em algum lugar não invalidam um diagnóstico de depressão, estes podem ser apenas estados de ânimo momentâneos e passageiros. Transtornos mentais possuem oscilações, sendo que em alguns momentos os sintomas são intensificados e em outros amenizados, possibilitando o indivíduo de se expor a diferentes situações. Questionar um sorriso é uma postura inadequada que pode invalidar o sofrimento do outro.   

Como agir próximo a pessoas com depressão 

Seja empático e incentive a busca e manutenção do tratamento profissional adequado. Ouça com atenção e acolha os sentimentos do indivíduo. Esteja presente. Para alguns isso pode parecer simples e pouco, mas às vezes é tudo que o outro precisa. Se você tem depressão ou conhece alguém que tenha e não está sabendo lidar com a situação, entre em contato pelo Clude Help, temos uma equipe de psicólogos disponíveis para te ajudar!   

Referência:  

American Psychiatric Association. (2014). DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Artmed Editora. 

Uma resposta

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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