Healthtechs: o papel das startups que desenvolvem tecnologias para otimizar o sistema de saúde

O impacto do avanço tecnológico é nítido em muitas áreas da nossa vida, mas em nenhuma delas isso se torna tão essencial quanto na saúde. Qualidade de vida, afinal, é um direito de todos e, se a tecnologia pode ajudar a garantir o acesso a esse recurso, só temos a comemorar. 

O uso de tecnologias na medicina não é uma prática nova, mas vem se atualizando a cada ano, promovendo inúmeras novas possibilidades, tanto para médicos quanto para pacientes. O fortalecimento das chamadas healthtechs é apenas uma dessas novidades.

Quer entender melhor esse termo? Então não deixe de conferir este artigo. 

O que são as healthtechs? 

Esse termo pode parecer complicado, mas trata-se apenas da junção das palavras saúde e tecnologia em inglês. As healthtechs, portanto, oferecem soluções inovadoras por meio da aplicação de tecnologias para otimizar sistemas de saúde, seja na prevenção, diagnóstico ou tratamento. 

Esse segmento é composto, em sua maioria, por empresas dinâmicas, e seu maior objetivo é aplicar todas as facilidades da tecnologia para melhorar o atendimento de pacientes, desde a admissão até a alta. 

Além disso, health techs também têm foco no cuidado de prevenção, uma das principais ferramentas de qualquer pessoa preocupada com a saúde. 

Leia também: Tecnologias que estão transformando a saúde

Em quais aspectos da saúde uma healthtech pode ajudar? 

Nós sabemos que a gestão de saúde, principalmente no Brasil, ainda tem muito a melhorar. As healthtechs oferecem, portanto, um olhar fresco sobre o mercado e a aplicação de soluções que nunca estiveram disponíveis antes. Entenda melhor todas as maneiras pelas quais uma startup de saúde pode ajudar nesse mercado. 

Democratização do acesso a médicos

Pesquisa promovida pela Faculdade de Medicina da USP e os conselhos de medicina Federal e de São Paulo apontam que, ainda que o Brasil tenha muitos médicos, a maioria deles está concentrada na região Sudeste. 

Por isso, localidades afastadas sofrem com a escassez de médicos, até mesmo para consultas básicas. Com o uso da telemedicina, é possível solucionar parte desse problema, proporcionando um atendimento rápido e de qualidade, ainda que à distância.

Redução das filas de espera do SUS

Com o uso da telemedicina, é possível garantir o acesso a consultas de maneira menos burocrática, seja com médicos especialistas ou clínicos gerais. Esse recurso ajuda, portanto, a desafogar as longas filas de espera para o Sistema Único de Saúde enquanto proporciona um atendimento de qualidade.

Cuidado com a prevenção de doenças graves

A melhor forma de prevenir-se contra doenças é realizar consultas regulares. No entanto, isso pode ser muito difícil para aqueles que não contam com a cobertura de planos de saúde. 

As healthtechs têm o objetivo de disponibilizar o acesso a essas consultas por preços reduzidos, aumentando as chances de exames preventivos sejam feitos com maior frequência.

Clude: a healthtech do presente

O Clude é uma plataforma em que assinantes de todo o Brasil têm acesso a orientação médica durante todas as horas do dia, sempre que precisarem. Sem filas de espera ou carência, essa healthtech oferece, por meio da telemedicina, uma opção viável para aqueles que não tem plano de saúde, mas ainda querem se cuidar. 

Assinantes do Clude também têm acesso a teleconsultas a preços reduzidos e consultas presenciais a preços populares nas mais diversas especialidades. Além disso, o Clude oferece descontos em mais de 26.000 farmácias e estabelecimentos por todo o Brasil.

Acesse nosso site e entenda como a tecnologia pode ajudar você a cuidar da sua saúde hoje.

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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