Já parou para imaginar quantas informações sua mente processa? Neurocientistas apontam que o cérebro humano recebe cerca de 11 milhões de bits de informação por segundo, mas a sua consciência tem clareza de 5% a 10% daquilo que acontece. Segundo o psicólogo Marco Callegaro, autor do livro “O Novo Inconsciente”, existe uma estimativa de que o inconsciente seja 200 mil vezes mais rápido e potente que o seu consciente. Mas, e o que isso tudo quer dizer?

É a partir desse conceito que podemos falar sobre o viés inconsciente.

A primeira informação importante sobre os vieses é que todas as pessoas têm vieses inconscientes. Eles são baseados nos preconceitos, crenças culturais e estereótipos que formam uma barreira invisível e poderosa que dificulta o avanço da diversidade e inclusão. 

A segunda informação relevante, é ressaltar que existem duas categorias de viés: o primeiro é o inconsciente que também é chamado de viés implícito e o segundo tipo é o viés explícito.

Os vieses inconscientes estão dentro da nossa mente, mas não sabemos, e consequentemente, vivemos alheios aos prejuízos que eles trazem, portanto, ele não é intencional, mas leva a desigualdade, a falta de oportunidade e a dificuldade de inclusão no mercado de trabalho, por exemplo. Já o viés explícito é intencional, ou seja, leva a discriminação e exclusão clara. 

A terceira informação e talvez a mais importante, é que eles podem ser vencidos. A partir do momento que trazemos esses vieses para o nosso consciente, podemos começar a traçar um plano estratégico para combater e mitigar esses vieses em nós e nas pessoas ao nosso redor. Essa ação exige um esforço consciente e comprometido.

Quantos tipos de vieses existem?

Existem inúmeros exemplos de vieses inconscientes estudados e analisados por especialistas. Buster Benson, por exemplo, chegou a listar 188 tipos de vieses cognitivas neste infográfico: 

The Cognitive Bias Index – Reprodução/The Visual Capitalist

Veja a seguir, os 10 principais vieses cognitivos.

1. Viés da ancoragem

É a tendência de confiar demais, de ancorar-se em uma referência do passado ou em um detalhe da informação na tomada de decisões. Esse viés pode ser muito prejudicial e limitador, uma vez que a cognição pode ficar presa a uma experiência antiga. 

2. Viés de informação

O viés da informação é a tendência humana por buscar mais informações que o necessário, na busca por soluções. É aquela pessoa indecisa, que vive analisando todas as possibilidades, não sai do lugar e nunca acha que sabe o suficiente.

3. Viés da adesão

O famoso “Maria vai com as outras”. É como nossos avós chamavam as pessoas acometidas com esse viés. É acreditar em algo porque a maioria do grupo ao qual pertencem também acredita. 

“Todo mundo sabe que é melhor assim, então é isso que eu acho também”.

4. Viés da pró-escolha

É a tendência em justificar suas escolhas sem embasamento científico. Um clássico exemplo é quando você discute a escolha do seu time favorito com uma pessoa que torce para um time diferente do seu e usa argumentos lógicos, o que na verdade, todo mundo sabe que você torce somente por paixão. 

5. Viés da confirmação

É o pensamento seletivo que confirma as respectivas crenças e ignora ou desvaloriza qualquer ponto que as contradiga. Ao dar mais peso para algo que suporta as nossas crenças ao invés de tentar embasá-las, alimentamos os preconceitos.

6. Viés de positividade

Também conhecido como Síndrome de Poliana, o viés cognitivo da positividade ocorre quando somos muito otimistas, ao considerar um fato e nos atentarmos somente para o lado mais positivo, como “vai dar tudo certo”, “você vai superar”, “o bem sempre vence”, e assim por diante.

7. Viés de resultado

É a ilusão mental de julgar a qualidade de uma ação ou estratégia de acordo com o resultado obtido. Parte da “pegadinha” dos vieses é que eles até fazem sentido, de certo modo, e por isso, caímos tão facilmente neles.

8. Viés do excesso de confiança

O viés do excesso de confiança provoca um comportamento arriscado. O viés do otimismo soa parecido com esse viés, mas não é a mesma coisa. O excesso de confiança está relacionado às características próprias, enquanto o viés de positividade maximiza os resultados exógenos que não podem ser controlados.

9. Viés do placebo

O viés ligado ao efeito placebo é o viés de confirmação, segundo o qual tendemos a buscar, interpretar e nos recordarmos de informações que confirmam as nossas opiniões e visão de mundo. 

10. Viés da sobrevivência

O viés cognitivo da sobrevivência é a propensão que uma pessoa tem de, ao analisar um fenômeno ou mercado, tomar como base apenas a experiência daqueles que sobreviveram a ele. Exaltamos os feitos dos vitoriosos e procuramos copiar todos os fatores que os levaram ao sucesso com a ilusão que teremos a mesma “sorte” ou destino.

O impacto do viés inconsciente nas empresas

O viés inconsciente pode causar  problemas e as empresas têm sua parcela de responsabilidade. A falta de oportunidade a funcionários e a exclusão de grupos do mercado de trabalho podem ser ocasionadas por ele. Veja alguns casos.

Na hora da contratação, se o profissional de RH não se focar nas competências profissionais dos candidatos, ele pode ser discriminatório por conta de um viés inconsciente. Ele deixará, por exemplo, de contratar pessoas com deficiência física por acreditar que  todas elas terão dificuldade de se locomover dentro da empresa, mesmo a pessoa afirmando que possui autonomia e está acostumada com os obstáculos.

Pode ocorrer também de um grupo de trabalho não acolher bem um novo profissional devido a uma experiência negativa anterior. O antigo funcionário não conseguia bater as metas e possuía uma deficiência na fala. O novo profissional possui a mesma deficiência, porém, uma formação superior e um histórico profissional impecável. Mesmo assim, o grupo não o aceitará bem.

Há também as situações em que ocorre o viés inconsciente de afinidade. Um gestor acaba se identificando com um membro do grupo por conta de um hobby em comum e por isso acredita que ele é melhor e mais preparado que todo restante do time. Dessa forma, acaba promovendo a pessoa que poderia não ser a mais indicada, apenas por ter pontos em comum.

Em todos esses exemplos e em outros casos em que ocorre o viés inconsciente, o problema está em ter preconceito ou supervalorizar as pessoas com base em suas experiências anteriores e não no que elas representam ou demonstram. Isso acaba gerando desarmonia entre os times, além de profissionais despreparados e, consequentemente, uma queda no desempenho da empresa como um todo.

Como trabalhar o viés inconsciente?

Para lidar com o viés inconsciente, a pessoa primeiro precisa ter ciência de que o pratica. Orientação dos profissionais e treinamentos que visam demonstrar esse preconceito são ações que minimizem a exclusão.

A experiência precisa ser mais valorizada do que determinadas características como idade, sexo, deficiência ou aparência. Se a valorização das características adequadas para o trabalho ocorre desde o recrutamento há mais chances dos gestores e das equipes também percebam o novo colega de trabalho pelos seus feitos profissionais, evitando que se criem imagens baseadas no viés inconsciente.

É preciso também trabalhar a comunicação e dessa forma é possível trocar informações, opiniões e conscientizar. A ideia é ter ações que promovam a equidade no cotidiano e que permitam que todos tenham as mesmas oportunidades.

Uma das maneiras de lidar com o viés inconsciente é se permitir ter novas experiências. Com isso é possível quebrar paradigmas e criar novos pensamentos sobre um determinado assunto, sendo que essa atitude pode fazer com que as pessoas passem a conviver melhor e se tornem mais criativas. O viés inconsciente existe e faz parte de cada pessoa, porém, ele pode ser controlado para garantir que não se crie pré-conceitos sem antes buscar conhecer o próximo. Essa é uma questão que precisa ser trabalhada no dia a dia e que muitas vezes requer ajuda para ser percebido.

O time de psicólogos do Clude podem ajudar a sua empresa a sensibilizar os colaboradores sobre esse tema por meio de ações criativas e videoconsultas. Entre em contato conosco: www.clude.com.br

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Penalidades podem variar conforme enquadramento e porte.

Maio se aproxima.
E com ele, a entrada em vigor das novas diretrizes da NR1 relacionadas à gestão de riscos psicossociais, conforme a Portaria nº 1.419/2024. Mas a pergunta que deveria estar na mesa da diretoria não é apenas sobre multa.

É sobre maturidade de gestão.

A NR1 deixa claro que as empresas devem:

  • Identificar riscos psicossociais

  • Implementar medidas preventivas

  • Manter registros formais

  • Monitorar continuamente as ações adotadas

Ou seja: não se trata de um documento isolado.
Trata-se de sistema.

A mudança silenciosa na gestão corporativa

Riscos psicossociais não são subjetivos ou abstratos. A norma cita fatores como:

  • Sobrecarga de trabalho

  • Falta de suporte organizacional

  • Assédio moral ou sexual

  • Conflitos interpessoais

  • Metas inalcançáveis

Esses elementos impactam diretamente clima, produtividade e segurança psicológica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (2022), a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano da pandemia. No mesmo relatório, a OMS aponta que pessoas mentalmente saudáveis podem ser até 12% mais produtivas. Isso não é apenas saúde.
É performance organizacional.

O risco invisível: quando não há estrutura

Muitas empresas acreditam estar preparadas porque:

  • Oferecem apoio psicológico pontual

  • Aplicam pesquisa anual de clima

  • Possuem canal de ouvidoria

Mas a NR-1 exige algo além da intenção: exige evidência, ciclo e monitoramento contínuo.

Sem isso, há exposição regulatória e também risco reputacional.

Penalidades podem variar conforme enquadramento e porte.
Mas o impacto em imagem e confiança pode ser ainda maior.

Gestão moderna é gestão baseada em dados

Empresas de alta performance tratam saúde mental como indicador estratégico.

Isso significa:

  1. Diagnóstico estruturado

  2. Análise quantitativa e qualitativa

  3. Plano de ação formal

  4. Monitoramento contínuo

  5. Registro das evidências

É exatamente esse ciclo que o Safe Mind da Clude Saúde estrutura.

O que é o Safe Mind?

O Safe Mind é um programa desenvolvido pela Clude Saúde para prevenir riscos psicológicos no ambiente de trabalho e apoiar a adequação às exigências da NR1 e da Lei nº 14.831.

Ele foi pensado para empresas que não querem apenas reagir, querem estruturar.

O programa inclui:

✔️ Pesquisa de Clima Organizacional com foco em segurança psicológica, inclusão e assédio

✔️ Dashboard executivo com indicadores estratégicos

✔️ Canal de denúncias anônimo em conformidade com a norma

✔️ Adequação normativa com suporte técnico

✔️ Monitoramento contínuo da saúde emocional

Além disso, o colaborador tem acesso a uma área dedicada à saúde mental no aplicativo Clude, com:

  • Avaliações periódicas de ansiedade, estresse e riscos de burnout
  • Diário emocional e diário do sono
  • Atendimento psicológico
  • Monitoramento ativo de casos moderados e grave

Quando identificado risco relevante, há contato proativo da equipe

Isso é prevenção real.

Checklist prático para saber se sua empresa está pronta

Responda com sinceridade:

✔️ Existe mapeamento formal de riscos psicossociais?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ A empresa possui evidências documentadas de avaliação?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ Há plano de ação vinculado aos resultados?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ O monitoramento é contínuo ou pontual?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ Existe dashboard executivo para a liderança?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ O canal de denúncias é estruturado e auditável?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>✔️ Há registro formal das ações implementadas?

Se você respondeu “não” para dois ou mais pontos, é hora de agir.

Erros comuns que podem custar caro

❌ Aplicar pesquisa sem desdobramento estratégico
❌ Não envolver liderança no plano de ação
❌ Tratar saúde mental apenas como benefício opcional
❌ Não registrar formalmente as medidas adotadas
❌ Esperar fiscalização para estruturar processo

A NR1 não exige perfeição.
Ela exige diligência estruturada.

Maio está próximo. E agora?

A Clude Saúde já atua nacionalmente como ecossistema digital de telemedicina e saúde emocional, com soluções integradas para empresas

O Safe Mind foi criado para apoiar RH, SST e alta liderança a transformar uma exigência regulatória em modelo de gestão inteligente.

Não se trata de medo.

Trata-se de maturidade organizacional.

Próximo passo: Diagnóstico NR1

Antes que maio chegue, sua empresa pode realizar um Diagnóstico Estratégico NR1 + Riscos Psicossociais, conduzido por especialistas da Clude.

Você terá clareza sobre:

  • Grau de exposição regulatória

  • Nível de maturidade em gestão psicossocial

  • Lacunas prioritárias

  • Plano recomendado de ação

Penalidades podem variar conforme porte.
Mas a decisão de estruturar é estratégica.

Agende uma conversa com um especialista da Clude Saúde e descubra se sua empresa realmente está pronta para maio.

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