Principais doenças tratadas pelo médico gastroenterologista

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O gastroenterologista é o médico responsável por orientar os pacientes a respeito dos cuidados necessários para prevenir o surgimento de doenças que afetem o sistema gastrointestinal, bem como diagnosticar e tratar esses problemas de saúde.

Vale destacar que o tratamento realizado pelo gastroenterologista consiste na prescrição de medicamentos e orientação sobre como o paciente deve se alimentar, podendo encaminhá-lo para um nutrólogo ou nutricionista em situações de maior complexidade.

Caso seja necessário realizar uma intervenção mais invasiva, como uma cirurgia, por exemplo, ele irá encaminhar o paciente para um médico cirurgião qualificado para executar esse tipo de procedimento.

O trato gastrointestinal é composto por uma série de órgãos, como boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, reto, ânus e glândulas acessórias, sendo elas as glândulas salivares, as glândulas gástricas, as glândulas intestinais, o pâncreas e o fígado.

Tais glândulas são responsáveis por produzir e liberar substâncias capazes de quebrar os nutrientes presentes nos alimentos em moléculas menores, de modo que eles sejam facilmente absorvidos pelo organismo.

Nutrientes, como os carboidratos, proteínas, lipídios, sais minerais e vitaminas, são fundamentais para o bom funcionamento do corpo humano. Nesse sentido, qualquer doença que comprometa os órgãos e glândulas que compõem o sistema gastrointestinal pode resultar em um novo problema de saúde.

Por exemplo, um paciente que desenvolve cirrose deve se tratar rapidamente, uma vez que essa doença leva à falência do fígado, glândula responsável por produzir a bile, substância que atua na digestão de gorduras.

Além disso, problemas que acometem o sistema gastrointestinal podem levar o paciente à morte, como, por exemplo, a úlcera gástrica – que, se não tratada ou tratada inadequadamente, pode perfurar a parede do estômago, causando hemorragia e, consequentemente, o óbito do paciente.

Por conta disso, é importante realizar consultas com gastroenterologista caso identifique algum sintoma relacionado às principais doenças tratadas por esse profissional. Confira quais são elas a seguir!

Quais são as principais doenças tratadas pelo gastroenterologista?

1. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico se caracteriza pelo retorno do conteúdo estomacal em direção à boca devido ao mau funcionamento dos músculos e esfíncteres, os quais são responsáveis por manter os alimentos ingeridos e os ácidos gástricos no estômago.

Dentre os principais sintomas causados pelo refluxo gastroesofágico, podemos mencionar sensação de queimação, que pode se estender do estômago até a garganta; regurgitação dos alimentos ingeridos; tosse seca após efetuar as refeições; dificuldade para engolir e indigestão.

Não se sabe exatamente o que causa esse problema, mas já foram identificados alguns fatores de risco, como, por exemplo, esfíncter esofagiano inferior com baixa pressão, obesidade, idade igual ou superior a 50 anos, fumar ou beber excessivamente e estresse.

O tratamento consiste na mudança de estilo de vida e hábitos alimentares aliados à administração de medicamentos que neutralizam a acidez do suco gástrico ou diminuem sua quantidade. Apenas em casos graves é recomendada a cirurgia.

2. Gastrite e úlcera

A gastrite se caracteriza pela inflamação do revestimento interno do estômago, que pode ser causada por diversos fatores, como infecção pela bactéria Helicobacter pylori e parasitoses, ansiedade extrema, uso prolongado de determinados medicamentos, como anti-inflamatórios, e consumo excessivo de álcool e tabaco.

Caso o paciente não trate a gastrite ou a trate inadequadamente, ela pode evoluir para uma úlcera, que consiste em uma ferida de maior profundidade. Se não tratada a ferida, pode ocorrer a perfuração dos órgãos e, consequentemente, hemorragia, podendo levar o paciente a óbito.

Os principais sintomas da gastrite são dor ou queimação no estômago, náusea, perda de apetite e de peso. Quanto à úlcera, os sintomas mais comuns são inchaço no estômago, náusea, regurgitação, dor e sensação de queimação na garganta ou peito, fezes escuras ou avermelhadas e perda de peso.

O tratamento depende da origem do problema, mas na maioria dos casos requer mudança de hábitos alimentares e uso de antiácidos. Caso a origem do problema seja infecção pela bactéria Helicobacter pylori, além das medidas mencionadas anteriormente, é necessário incluir o uso de antibiótico para eliminar o micro-organismo.

Agora, se a causa for ansiedade excessiva, é recomendado procurar um psiquiatra ou psicólogo para tratá-la, bem como mudar hábitos alimentares e fazer uso de antiácidos para que a gastrite não evolua para uma úlcera até o fim do tratamento psiquiátrico.

Apenas em casos graves de úlcera gástrica é recomendada cirurgia.

3. Intolerância à lactose

A intolerância à lactose se caracteriza pelo desconforto gastrointestinal – apresentando sintomas como dor e inchaço abdominal, náusea, azia, gases e diarreia – após a ingestão de leite e seus derivados.

Esse problema é causado pela baixa produção de lactase, enzima responsável por digerir o açúcar presente no leite. Os fatores de risco que resultam nesse tipo de intolerância alimentar são o avanço da idade, infecção por rotavírus, predisposição genética, diabetes e doenças gastrointestinais.

Não há cura para a intolerância à lactose, pois é uma doença crônica que pode perdurar por um longo período ou por toda a vida do paciente. Sendo assim, o tratamento consiste na diminuição da ingestão de lácteos e administração de cápsulas contendo lactase, a fim de reduzir os sintomas indesejáveis.

Consulta gastroenterologista: como obter descontos?

Caso você sinta algum dos sintomas descritos previamente ou algum outro desconforto no sistema gastrointestinal, mas não tenha plano de saúde ou tempo disponível para buscar atendimento na rede pública de saúde, o Clude pode ajudá-lo.

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Ausencia-de-Saude-Mental-e-o-custo-invisivelDurante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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