Riscos da obesidade na pandemia de COVID-19

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde mostrou que 6 em cada 10 brasileiros estão obesos, ou seja, cerca de 96 milhões de pessoas estão acima do peso no país.

A obesidade é uma doença crônica causada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e, devido a alta incidência, é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema de saúde pública. 

Um dos índices que servem de parâmetro para identificar a doença é o índice de massa corpórea (IMC). Calculado a partir da divisão do peso do paciente pela altura elevada ao quadrado, ou seja: IMC = peso/(altura x altura). É fundamental estar com o IMC entre 18,5 e 24,9, sendo que o IMC entre 25,0 e 29,9 Kg/m² é considerado acima do peso e IMC acima de 30,0 e 34,9 Kg/m² já é considerado obesidade.

São diversas causas que fazem com que uma pessoa se torne obesa, porém, um dos motivos principais é a alimentação inadequada. Além disso, a hereditariedade, oscilações hormonais, metabolismo mais lento, falta de prática de atividade física, por exemplo, facilitam o acúmulo de gordura corporal dificultando o emagrecimento ou estabilidade do peso. 

Quando não tratada, a obesidade ocasiona diversos problemas de saúde e prejudica o organismo. Podem ser complicações no sistema cardiovascular, respiratório e músculos, além de alterações hormonais. Dentre esses problemas, os mais recorrentes são as doenças do coração, hipertensão arterial e diabetes tipo 2.

Além de todos os problemas para o físico, a obesidade também influencia no psicológico. Quando as emoções e sentimentos, como ansiedade, estresse e frustrações acontecem, desencadeiam vários gatilhos, o que pode incluir a compulsão alimentar. Com isso, a pessoa fica desanimada, não consegue forças físicas e principalmente mental para praticar alguma atividade e até mesmo cuidar da alimentação e da saúde.

Há mais de 1 ano o mundo se deparou com a pandemia de COVID-19, e pessoas com comorbidades como diabetes, hipertensão e também obesidade apresentam um grande risco de desenvolver complicações com a doença. Pesquisadores franceses do Instituto Lille Pasteur examinaram 124 pessoas internadas por decorrência da COVID, entre fevereiro e abril de 2020. Os resultados apontaram que 47,6% desses pacientes eram obesos, onde apresentavam índice de massa corporal maior que 30, e 28,2% tinham obesidade grave, com IMC maior que 35. 

A obesidade está relacionada com um risco três vezes maior de desenvolvimento e complicações da COVID-19. Por isso, a associação entre a obesidade e a gravidade da doença é significativamente alta, principalmente quando comparado aos pacientes com o peso normal. 

Os riscos da COVID em pessoas acima do peso acontece devido ao acúmulo de gordura corporal, que favorece o processo inflamatório causado pelo tecido adiposo (gordura). Além disso, o sistema imunológico acaba sendo mais frágil e menos resistente, classificando as pessoas obesas como grupo de risco para a doença. 

A melhor maneira de evitar problemas e complicações da COVID-19 em caso de contágio é cuidando da saúde. Fazer acompanhamento médico periódico, principalmente se a pessoa tiver alguma comorbidade ou qualquer tipo de problema de saúde, incluindo os respiratórios, mudar o estilo de vida através de uma alimentação balanceada, além de praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, ajudará a ter uma vida mais saudável e menos sedentária.

Outro fator importante é o cuidado com a saúde mental. Neste período de pandemia e isolamento social, os sentimentos e emoções estão mais intensos e é necessário um acompanhamento para manter um equilíbrio. Por isso, faça atividades prazerosas, evite consumir alimentos com alto índice de gordura, leia um bom livro, medite, faça atividades que permitam o movimento do corpo e se necessário procure sempre a ajuda de um profissional

 

*Atenção: As informações existentes no Blog do Clude pretendem apoiar e informar, não substituindo a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal.

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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