Saiba quais tipos de exame de sangue que podem detectar o câncer

Confira os principais tipos de exame de sangue que podem auxiliar na identificação do câncer. Boa leitura!

Leia mais: Os principais tipos de exame de sangue que você pode fazer

Principais exames de sangue que podem detectar o câncer

1. AFP

A alfafetoproteína (AFP) é um marcador tumoral que serve para auxiliar no diagnóstico e monitoramento de câncer de fígado, testículos e ovários. Esse exame mede a alfafetoproteína contida no sangue. 

Essa é uma proteína produzida pelo fígado fetal e por parte do embrião. Sendo assim, o seu nível no sangue é alto em bebês recém-nascidos e mães gestantes. Entretanto, ele deve diminuir posteriormente; caso contrário, pode indicar crescimento anormal de células no organismo (câncer) ou também hepatite crônica e cirrose. Assim, esse exame também é solicitado para verificar essas outras doenças. 

2. MCA

O carcinoma MCA é um marcador tumoral que serve para auxiliar no diagnóstico de tumores na mama, ovários, útero e, até mesmo, na próstata. Caso o nível de MCA no sangue seja superior a 11 U/ml, o paciente pode apresentar um tumor maligno ou benigno em alguma dessas regiões.

Caso o MCA indique a presença de um tumor, o médico solicita outros exames, tais como CA 27.29 ou CA 15.3, para monitorar a resposta do organismo ao tratamento e, ao final, avaliar se não ocorrerá seu reaparecimento.

3. BTA

O BTA é um antígeno tumoral que serve para auxiliar no diagnóstico de tumores localizados na bexiga. Normalmente, o médico responsável solicita, de forma conjunta, a realização de dois outros exames: o de NMP22 e o CEA.

Caso o resultado do BTA seja superior a 1, pode ser que o paciente apresente câncer na bexiga. No entanto, esse resultado também pode indicar problemas menos graves, tais como inflamação dos rins ou da uretra.

4. PSA

O PSA se refere ao antígeno prostático que recebe esse nome, pois é produzido geralmente pela próstata. Sendo assim, é normal a presença dessa substância no corpo do homem; porém, se o nível de PSA for superior a 4 ng/ml, o paciente pode estar com câncer. Agora, se o nível de PSA for superior a 50 ng/ml, o paciente pode apresentar metástases.

Entretanto, para que o médico dê o diagnóstico adequado, é necessário realizar outros exames, como o de toque e ecografia da próstata, tendo em vista que o nível de PSA também pode estar associado à presença de tumores benignos. 

5. CA 125

O CA 125 é o indicador tumoral que serve para auxiliar no diagnóstico de câncer no ovário. Caso o nível desse marcador seja superior a 65 U/ml, é possível que a paciente apresente câncer. No entanto, é necessário realizar outros exames para verificar precisamente se o nível de CA 125 está alterado em decorrência, de fato, de um tumor maligno ou de outros problemas, tais como cirrose, cistos, endometriose, hepatite ou pancreatite.

6. Calcitonina

A calcitonina é um hormônio produzido na tireoide, sendo responsável por controlar a quantidade de cálcio no sangue. Quando o organismo apresenta o valor de calcitonina superior a 20 pg/ml, é possível que o paciente esteja com câncer na tireoide, mas também pode ser um indício de outras doenças, como pancreatite e Paget. Além disso, o aumento no nível desse hormônio também ocorre normalmente durante a gravidez, sendo necessária uma investigação mais aprofundada por parte do médico responsável. 

7. Tireoglobulina

A tireoglobulina também é um indicador de câncer na glândula tireoide. Caso o paciente apresente um nível superior a 78 g/ml de tireoglobulina no sangue, pode ser um indício de tumor. Contudo, o profissional da saúde deve solicitar outros exames para averiguar mais precisamente o caso em particular, pois a tireoglobulina pode estar elevada mesmo em pessoas saudáveis. Nesse sentido, também é recomendável realizar o exame de calcitonina e o de TSH. 

Novo exame capaz de detectar até 50 tipos de câncer

Cada exame apresentado é capaz de detectar um tipo de câncer, e nem sempre apenas cada um deles é suficiente para realizar o diagnóstico. Porém, a Universidade Harvard desenvolveu um exame capaz de detectar até 50 tipos de câncer em estágios precoces. Segundo os pesquisadores, o novo teste ainda apresenta algumas imperfeições, mas os resultados já representam um avanço no combate ao câncer.

Como realizar exames de forma acessível?

Com o Clude, é possível realizar um exame de sangue barato, pois o programa possibilita o acesso a laboratórios credenciados que oferecem até 80% de desconto em exames. Acesse agora o site e confira as opções disponíveis para você e sua família!

Leia também: Conheça os tipos de exame de sangue que detectam problemas no coração

Deixe um comentário

Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

Deixe um comentário