Setembro Amarelo: por que sua empresa precisa falar sobre saúde mental?

 

Sua empresa precisa falar sobre saúde mental porque a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária motivados por transtornos mentais e comportamentais em 2025, recorde histórico, 15% acima de 2024, segundo o Ministério da Previdência Social e porque, desde maio de 2026, a NR-1 exige que empresas de todos os portes incluam riscos psicossociais na gestão de riscos ocupacionais, sob fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. Setembro Amarelo é a data que coloca o tema em pauta; a norma e os dados são a razão pela qual ele não pode sair de pauta em outubro. 

O problema não é a falta de campanha, é a falta de gestão

Todo mês de setembro, empresas publicam cartazes, fazem lives e distribuem laços amarelos. É um gesto correto e simbólico.

O problema é quando a saúde mental fica restrita a essa data: o RH sente o tema esfriar em outubro, a liderança pergunta “e o resultado?” sem ter indicador para responder, e a empresa segue exposta ao mesmo risco regulatório e humano do ano anterior. 

O RH que decide com dado já sabe: campanha de conscientização e gestão de saúde mental são coisas diferentes. A primeira gera lembrança pontual. A segunda exige estrutura, acompanhamento contínuo e evidência para justificar investimento perante o CEO e o CFO, o que Setembro Amarelo, sozinho, não entrega. 

O que os dados mostram 

O crescimento não é percepção. Segundo o Ministério da Previdência Social, os 546.254 benefícios por incapacidade temporária concedidos em 2025 por transtornos mentais e comportamentais marcam o maior número já registrado, um avanço de 15% sobre 2024, em um cenário que a própria Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) já vinha sinalizando como tendência: em levantamento próprio com dados do INSS, a entidade identificou ansiedade e depressão respondendo por cerca de 40% e quase metade dos casos de afastamento por saúde mental, respectivamente, entre 2023 e 2025. 

Para o RH, esse número não é uma estatística distante: é a evidência de que o risco de saúde mental já é um risco de negócio, afeta produtividade, retenção e o custo de reposição de talento, e, por isso, precisa ser tratado com o mesmo rigor de acompanhamento que qualquer outro indicador que chega à mesa da diretoria. 

NR-1: de norma técnica a obrigação com fiscalização 

O que muda a conversa em 2026 não é só o dado, é a regulação. A NR-1, norma que rege o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) no Brasil, passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, conforme o texto oficial do Ministério do Trabalho e Emprego. Isso significa que carga de trabalho, qualidade da liderança, relações interpessoais e pressão sobre o time deixam de ser apenas boas práticas de RH e passam a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) de qualquer empresa. 

A NR-1 abre a conversa. Não é o motivo para ela continuar.Empresas que tratam a norma como checklist cumprem a exigência mínima e perdem a chance real: usar a obrigação legal como ponto de partida para uma gestão de saúde mental que gera retenção, engajamento e argumento de negócio, não apenas ausência de multa. 

O que fazer além da campanha de setembro

Setembro Amarelo pode, e deve, continuar sendo o momento de sensibilizar o time. Mas a gestão de saúde mental corporativa que sustenta esse momento ao longo do ano depende de outras frentes. 

Acesso estruturado a cuidado psicológico para os colaboradores, sem depender de fila em plano de saúde tradicional ou de a pessoa precisar “chegar ao limite” para buscar ajuda. Avaliação de riscos psicossociais formalizada, dentro do PGR, com apoio de estrutura assistencial própria, não apenas um formulário anual.E, para o RH, indicadores de uso e engajamento que permitam mostrar à liderança, com dado, se o investimento em saúde mental está de fato sendo utilizado pelo time, e não apenas contratado. 

Onde a Clude Saúde entra nessa conversa

A Clude Saúde é a plataforma de gestão em saúde corporativa que reúne psicologia, nutrição, personal, médico 24h e desconto em farmácia em uma única assinatura para empresas e colaboradores, com indicadores de uso que dão ao RH o dado que falta para defender o investimento internamente. A Clude não é um plano de saúde e não substitui a cobertura de internação hospitalar: é o complemento que transforma a conformidade com a NR-1 em cuidado contínuo, e a campanha de Setembro Amarelo em gestão de saúde mental que se sustenta o ano inteiro. 

Continue essa conversa com quem vive saúde mental dentro das empresas

Se este artigo abriu a discussão na sua empresa, vale continuar com quem trata o tema todos os dias. No dia 17 de setembro, às 16h, a Clude Saúde promove um bate-papo online, “Setembro Amarelo: um papo sobre saúde mental que sua empresa precisa ouvir”, com Laís Baracho (Head de Psicologia da Clude, CRP 06/135277) e Célia Silvestrini (psicóloga convidada, CRP 06/160137).

Em cerca de uma hora, a conversa cobre sinais de alerta para identificar sofrimento emocional na equipe antes que vire afastamento, um panorama direto sobre o que muda com a NR-1, e como construir uma cultura de cuidado que não dependa só do RH para se sustentar.

Garanta seu acesso: https://lnkd.in/dCKMjFhA 

Se você ou alguém perto de você precisar de apoio agora, o CVV (Centro de Valorização da Vida) atende de graça e em sigilo, 24h por dia, pelo 188 ou em cvv.org.br. 

Perguntas frequentes

Setembro Amarelo é suficiente para cumprir a NR-1? Não. Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização; a NR-1 exige avaliação formal de riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa, de forma contínua, não uma ação pontual em um mês do ano. 

Desde quando a NR-1 fiscaliza riscos psicossociais? A fase de fiscalização, com possibilidade de autuação pelo Ministério do Trabalho e Emprego, começou em 26 de maio de 2026. 

Os afastamentos por saúde mental estão realmente aumentando no Brasil? Sim. Segundo o Ministério da Previdência Social, o Brasil concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais em 2025, recorde histórico, 15% acima de 2024. 

A Clude Saúde substitui o plano de saúde da empresa? Não. A Clude é a plataforma de gestão em saúde corporativa, um complemento ao plano de saúde tradicional, sem cobertura para internação hospitalar, focado em prevenção, cuidado contínuo e dados de utilização para o RH. 

Próximo passo

Se sua empresa ainda trata saúde mental como pauta de setembro, o primeiro passo é entender onde estão os riscos hoje, antes que a fiscalização da NR-1 encontre a lacuna primeiro.