Sonhos e saúde mental: qual a relação

Descubra como o sono pode impactar sua saúde mental e física, as fases do sono e a importância dos sonhos.

Descubra como o sono pode impactar sua saúde mental e física, as fases do sono e a importância dos sonhos.
Entenda como o presenteísmo emocional corrói resultados, por que ele é mais caro que o absenteísmo e como saúde digital pode ajudar RH a agir com ética e dados.
Por muitos anos, o foco da gestão de pessoas esteve em índices “clássicos”: turnover, absenteísmo, custo de afastamentos. Porém, a realidade de grandes empresas mostra que um dos maiores riscos hoje está em outro lugar: no presenteísmo emocional.
É aquele colaborador que está presente fisicamente, mas opera no limite da energia emocional. Entrega o básico, evita se expor, participa pouco, não por falta de competência, e sim por uma combinação de exaustão, desmotivação e desgaste psicológico.
Em paralelo, o contexto não ajuda: afinal, metade dos brasileiros já enxerga a saúde mental como o principal problema de bem-estar do país, segundo o Global Health Service Monitor 2023.
Além disso, em nível global, a saúde mental já passou à frente de doenças como o câncer e a covid-19, tornando-se a maior preocupação de saúde.
Intuitivamente, afastamentos médicos parecem ser o grande vilão dos custos. Mas os dados mostram um quadro mais sofisticado:
Globalmente, depressão e ansiedade geram 12 bilhões de dias de trabalho perdidos por ano, o que representa cerca de US$ 1 trilhão em perda de produtividade anual.
Em um estudo recente, a produtividade perdida por presenteísmo relacionado à saúde mental chegou a US$ 46,7 bilhões, enquanto o absenteísmo representou US$ 1,85 bilhão, ou seja, o presenteísmo custou mais de sete vezes o valor das faltas.
No Brasil, o avanço da saúde mental como causa de afastamentos também acende o alerta:
Benefícios por incapacidade associados à saúde mental no trabalho cresceram 134% entre 2022 e 2024, passando de 201 mil para 472 mil concessões.
Em 2023, foram 288.041 benefícios por incapacidade relacionados a transtornos mentais e comportamentais, somando casos temporários e permanentes.
Esses números mostram a “ponta do iceberg”. Abaixo da linha d’água estão os colaboradores que ainda não foram afastados, mas cujo desempenho já foi afetado.
Diversos estudos trazem evidências objetivas da relação entre saúde mental e queda de produtividade:
Pessoas com transtornos mentais comuns têm 4,27 vezes mais chance de apresentar presenteísmo, com cerca de 10,17% de comprometimento da produtividade global.
Em um estudo com trabalhadores brasileiros, 43,8% apresentavam presenteísmo, com 8,8% de perda de produtividade média.
Em escala corporativa, isso significa que, na prática, times inteiros podem estar operando com 5%, 8% ou até 10% abaixo da sua capacidade real, de forma contínua e, ainda assim, sem que essa perda apareça em nenhuma planilha de afastamento.
Para a área de Gente & Gestão, o presenteísmo emocional levanta três riscos estratégicos:
Subestimação do problema
Empresas que olham apenas para o absenteísmo tendem, portanto, a considerar que “está tudo sob controle”, mesmo com times exaustos e operando no automático.
Perda de competitividade
Em mercados que exigem inovação, relacionamento e tomada de decisão rápida, trabalhar com uma força de trabalho cronicamente cansada é abrir mão de vantagem competitiva.
Esforços de bem-estar mal direcionados
Sem dados, a empresa investe em ações genéricas (palestras pontuais, campanhas) que aliviam a pressão de curto prazo, mas não atacam as causas estruturais.
A boa notícia é que as mesmas ferramentas que ampliaram a consciência sobre saúde mental também podem ser usadas a favor do RH, desde que com governança e ética.
Alguns pilares:
Medir de forma inteligente
Utilizar pesquisas de clima mais frequentes e enxutas, indicadores de uso de serviços de saúde digital e dados de afastamentos para enxergar tendências por área, função, jornada — sempre em nível populacional, nunca individual.
Ampliar o acesso ao cuidado
Disponibilizar telemedicina, suporte psicológico online, triagem digital e canais de orientação que sejam fáceis de usar, funcionem de forma discreta e não exijam que o colaborador se desloque ou se exponha.
Conectar dados a decisões de gestão
Usar essas informações, portanto, para orientar ações concretas — como revisão de cargas de trabalho, programas de liderança, ajustes de turnos e priorização de áreas críticas. Assim, os dados de saúde passam a servir para proteger pessoas e sustentar decisões de negócio, e não para vigiar indivíduos.
É justamente nesse ponto que um ecossistema de saúde digital como o da Clude Saúde ganha ainda mais relevância: ao integrar atendimento 24h, apoio emocional e visão analítica para o RH, a empresa passa a enxergar o presenteísmo emocional como algo gerenciável e, portanto, não mais como uma “caixa-preta” de baixa performance.
Dessa forma, o presenteísmo emocional deixa de ser apenas um conceito abstrato e passa, de fato, a ser um indicador estratégico de sustentabilidade do negócio.
Portanto, em um cenário em que mais da metade da população já vê a saúde mental como maior problema de bem-estar, ignorar o tema significa aceitar perder produtividade, talento e competitividade de forma silenciosa.
A pergunta que fica para RH e liderança é:
Sua empresa prefere descobrir o impacto do presenteísmo pelos números de resultado… ou pelos dados de saúde e bem-estar analisados com antecedência?
