Telemedicina cardiológica: quando marcar uma consulta online com cardiologista?

Telemedicina cardiológica é a união de dois conceitos: telemedicina e cardiologia. Essa modalidade de atendimento médico ocorre a distância, mediado pelo uso de tecnologias, como plataformas de videoconferências e telefone.

Já a cardiologia é a especialidade médica responsável por diagnosticar e tratar doenças que acometem o coração e o sistema circulatório. Portanto, a telemedicina cardiológica é uma consulta online com um médico cardiologista. 

Diante do que foi exposto, você deve estar se perguntando: uma doença que acomete o coração ou o sistema circulatório pode ser diagnosticada e tratada a distância? A resposta para esse questionamento é sim

Além disso, muitas vezes, o tratamento medicamentoso pode ser ministrado em casa sem a necessidade de intervenções mais invasivas. No entanto, caso necessite de internação, o médico avisa o paciente. 

Leia mais: 4 motivos para se consultar com um cardiologista

Quais são as principais doenças que podem ser tratadas a distância por um cardiologista?

1. Hipertensão arterial

Também conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial ocorre quando a pressão arterial está acima de 140/90 mmHg, pois o normal é 120/80 mmHg. Esse problema de saúde tende a aparecer conforme a idade aumenta e, na maioria das vezes, é assintomático. Contudo, alguns sintomas podem surgir, como:

  • Dor no peito;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Visão turva;
  • Zumbido no ouvido.

A hipertensão arterial pode desencadear outros problemas de saúde, como o acidente vascular cerebral (AVC). Desse modo, o diagnóstico precoce é fundamental. Por fim, quanto ao tratamento, é recomendável reduzir o consumo de sal, praticar atividade física frequentemente e fazer uso de medicamentos que controlam a pressão.

2. Insuficiência cardíaca

Essa doença ocorre quando o coração passa a não bombear sangue para o corpo de forma adequada, o que causa acúmulo de fluídos em determinadas partes, como pulmões e pernas. Já os sintomas são geralmente leves, podendo comprometer a identificação do paciente de que algo não está bem em sua saúde. Entre os principais, podemos destacar:

  • Falta de ar e problemas para dormir;
  • Inchaço nos pés, pernas e abdômen;
  • Cansaço;
  • Perda de apetite;
  • Tosse com muco;
  • Memória prejudicada.

O tratamento depende da gravidade do problema. Casos mais leves podem ser tratados a partir da redução do consumo de sal e de líquidos e de medicamentos prescritos pelo médico, bem como a aplicação de um desfibrilador ou marca-passo em casos mais graves.

3. Diabetes mellitus

Como a diabetes aumenta o risco de doenças cardiovasculares, tendo em vista que a doença  acarreta a formação de coágulos, que causam obstrução da artéria, o que pode resultar em infarto ou AVC, essa é mais uma doença que pode ser tratada pelo cardiologista.

A diabetes mellitus ocorre quando o organismo passa a produzir insulina em quantidade insuficiente. A sua origem é genética e pode ser influenciada por maus hábitos alimentares, como alto consumo de açúcares e gorduras, e pela falta de atividade física.

A diabetes mellitus não possui cura, mas há maneiras de controlá-la por meio de melhores hábitos alimentares, prática de atividades físicas, medicamentos e aplicação de insulina. 

Quando realizar uma consulta online com um cardiologista?

Caso você já tenha alguma doença cardiológica que necessite de monitoramento, é necessário visitar o cardiologista anualmente para realizar exames de rotina. No entanto, se não tiver nenhuma doença e perceber algum sintoma dentre aqueles destacados acima, é necessário visitar o clínico geral, que fará uma avaliação preliminar e encaminhará você para o especialista adequado, que pode ser o cardiologista. Além disso, é necessário visitar o clínico anualmente para obter o diagnóstico precoce de doenças – e essa consulta também pode ser realizada via telemedicina.

Onde encontrar um cardiologista barato?

O Clude é uma alternativa ao plano de saúde, pois dispõe de um programa completo de saúde que possibilita realizar consultas com diversos especialistas a partir de R$ 35. Essa é uma excelente maneira para encontrar um cardiologista barato

Leia também: O que se faz em uma consulta com o cardiologista?

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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