A importância da hidratação na atividade física

Para garantir um bom desempenho e prevenir complicações de saúde, a hidratação adequada é indispensável durante a atividade física, portanto, acompanhe esse artigo sobre a importância da hidratação na atividade física.

Pesquisa sobre desidratação e desempenho cognitivo

De acordo com um estudo publicado no “Journal of Nutrition” em 2012 concluiu que até mesmo uma desidratação leve (definida como uma perda de 1-2% do peso corporal) pode ter um impacto significativo no desempenho cognitivo. Isso inclui habilidades como atenção, coordenação motora e julgamento de tempo e espaço, que são cruciais para o desempenho atlético (Armstrong et al., 2012).

A Hidratação e Seus Benefícios

A hidratação desempenha um papel vital na regulação da temperatura corporal, transporte de nutrientes e eliminação de resíduos metabólicos. Quando nos exercitamos, perdemos água e eletrólitos através do suor. Ao mesmo tempo a desidratação pode gerar uma série de problemas, desde a diminuição do desempenho físico, passando por fadiga precoce, câimbras musculares, até mesmo aumento da frequência cardíaca e exaustão pelo calor. Nesse ínterim, pesquisas indicam que a perda de apenas 2% do peso corporal em água pode comprometer o desempenho atlético.

A Quantidade Ideal de Líquidos

A quantidade de líquido que uma pessoa deve consumir durante o exercício depende de vários fatores, bem como, como intensidade e duração da atividade, ambiente e taxa de transpiração individual. Nesse sentido, como regra geral, sugere-se a ingestão de 400 a 600 ml de líquido duas horas antes do exercício e, posteriormente, 150 a 350 ml a cada 15 a 20 minutos durante a atividade física.

O Papel dos Eletrólitos

Todavia, durante a atividade física intensa e prolongada, a reposição de eletrólitos é tão importante quanto a de água. Eletrólitos são minerais essenciais (sódio, potássio, cálcio e magnésio) que desempenham um papel fundamental na função muscular e na manutenção do equilíbrio de fluidos no corpo. Dessa forma, bebidas esportivas contendo eletrólitos podem ajudar a repor as perdas durante o exercício prolongado. Uma pesquisa publicada no “American Journal of Public Health” em 2015 sugere que os atletas que não se hidratam adequadamente têm um risco maior de sofrer lesões. Os pesquisadores analisaram os hábitos de hidratação de atletas universitários e encontraram uma correlação entre baixa ingestão de líquidos e aumento do risco de lesões

Cada Corpo, Uma Necessidade

Primordialmente, vale ressaltar que cada indivíduo tem necessidades de hidratação diferentes. Pessoas com condições médicas pré-existentes, como diabetes ou doenças renais, devem consultar um médico para determinar a melhor estratégia de hidratação durante o exercício. A cor da urina pode ser um indicador útil do estado de hidratação – a urina clara e abundante geralmente indica boa hidratação, enquanto urina escura e concentrada pode ser um sinal de desidratação.

A importância da hidratação na atividade física

Por fim, a importância da hidratação na atividade física é fundamental para o desempenho e bem-estar geral. Beber líquidos antes, durante e após o exercício, especialmente em ambientes quentes e úmidos, é crucial para repor as perdas de água e eletrólitos. Lembre-se: a hidratação adequada é parte fundamental de uma rotina de exercícios saudável e eficaz.

Referências

  • American College of Sports Medicine. (2017). Selecting and effectively using hydration for fitness. Medicine and Science in Sports and Exercise, 42(6), 1165-1180.
  • Kavouras, S. A., Arnaoutis, G., Makrillos, M., Garagouni, C., Nikolaou, E., & Chira, O. (2019). Educational intervention on water intake improves hydration status and enhances exercise performance in athletic youth. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 16(1), 32.
  • Maughan, R. J., Burke, L. M., Dvorak, J., Larson-Meyer, D. E., Peeling, P., Phillips, S. M., … & Stellingwerff, T. (2018). IOC consensus statement: dietary supplements and the high-performance athlete. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 28(2), 104-125.
  • Sawka, M. N., Burke, L. M., Eichner, E. R., Maughan, R. J., Montain, S. J., & Stachenfeld, N. S. (2007). American College of Sports Medicine position stand: exercise and fluid replacement. Medicine and Science in Sports and Exercise, 39(2), 377-390.
  • Armstrong, L.E., Ganio, M.S., Casa, D.J., Lee, E.C., McDermott, B.P., Klau, J.F., Jimenez, L., Le Bellego, L., Chevillotte, E., & Lieberman, H.R. (2012). Mild Dehydration Affects Mood in Healthy Young Women. The Journal of Nutrition, 142(2), 382–388.
  • Josma, J.G., Cohen, B.S., Rosinger, A.Y., Lawrence, S., Radcliffe, J., & Hoffman, M. (2015). Hydration Status, Kidney Function, and Kidney Injury in Florida Agricultural Workers. American Journal of Public Health, 105(4), 784–790.

Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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