O carboidrato é considerado um macronutriente que está presente abundantemente em determinados alimentos, e eles deve ser consumido diariamente, pois assegura uma nutrição adequada. Conhecidos como glicídios, os carboidratos são os principais nutrientes responsáveis por fornecer energia para as células e, consequentemente, para o funcionamento adequado do organismo.

É recomendado que a ingestão de carboidrato seja de 45% a 60% do consumo total de calorias da dieta, sendo priorizado os carboidratos denominados como complexos, ao invés dos simples.

Na estrutura de alguns tipos de carboidratos, há presença de fibras, que são nutrientes capazes de reduzir a sua velocidade de absorção e a digestão do macronutriente. Além de desempenhar um papel importante na saúde intestinal, consumir carboidratos com um maior teor de fibras, encontrados, por exemplo, nos alimentos integrais são mais benéficos à saúde.

Os carboidratos simples são transformados em glicose mais rápido enquanto os carboidratos complexos, por terem cadeias mais complexas de açúcar em sua composição, terão uma absorção mais lenta, reduzindo os picos e alterações da glicemia. Quando o macronutriente é consumido, o pâncreas é sinalizado e produz a insulina. Então, esse mesmo carboidrato é convertido em glicose e transportado para as células através desse hormônio.

Conheça os tipos de carboidratos:

 

O consumo de carboidrato em proporções adequadas não oferece riscos à saúde, pelo contrário: é um nutriente necessário para o metabolismo. Agora, a ingestão exagerada a longo prazo de carboidratos simples, associado aos maus hábitos de vida, podem acarretar prejuízos à saúde como a obesidade, as doenças cardiovasculares e o diabetes.

Qualquer outro alimento ou nutriente, quando consumido além das necessidades individuais, fará com que o organismo armazene essa quantidade extra em forma de gordura e, consequentemente, ocorrerá o ganho de peso.

É comum que as pessoas associem o carboidrato ao surgimento de doenças crônicas como o diabetes mellitus. Mas, na verdade, o diabetes pode ocorrer devido a fatores ambientais, alimentares ou até mesmo hereditário, e não está somente associado ao consumo de carboidratos em si. O diabetes é uma doença que leva à deficiência na produção de insulina ou a incapacidade da ação dela no organismo.

A falta de carboidrato na alimentação também é prejudicial à saúde e pode causar fadiga, cansaço, tontura, constipação, dor de cabeça, dentre outros.

Portanto, o carboidrato não deve ser considerado um “vilão” se for consumido nas proporções adequadas de acordo com a necessidade de cada indivíduo.

É de suma importância ter um planejamento alimentar com uma distribuição adequada de macronutrientes (carboidrato, proteína e gordura) e micronutrientes (vitaminas e minerais), sem restrições severas, a fim de evitar deficiências nutricionais, transtornos alimentares e outros problemas de saúde.

Conte com o time de nutrição do Clude Saúde para cuidar melhor da sua alimentação. Realize sua videoconsulta com uma nutricionista, ou tire suas dúvidas via chat sempre que precisar.

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20 min por dia já contam: como sair do sedentarismo sem drama (e sem depender de motivação)

Tem um mito que atrapalha muita gente: achar que, pra “valer”, o treino precisa ser longo, perfeito e digno de foto. Na vida real, o que muda jogo é o oposto: consistência pequena, repetida.

20 minutinhos por dia já contam, sim. Não é “pouco”. É o começo que tira você do zero, e o zero é onde o sedentarismo costuma morar: na falta de frequência.

E tem um jeito bem prático de pensar nisso: se você faz 20 minutos por dia, em 7 dias você chega perto de 140 minutos na semana. As recomendações internacionais da OMS (2020) sugerem, para adultos, pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada (ou equivalente). Ou seja: 20 min/dia já coloca você muito perto do que é considerado uma base saudável e, principalmente, cria o hábito.

“Mas 20 minutos mudam alguma coisa?”

Mudam porque 20 minutos resolvem o maior obstáculo: o começo.

Quando você entra numa rotina, mesmo pequena, você começa a sentir efeitos que alimentam o ciclo do bem:

  • mais disposição no dia a dia

  • melhora gradual de condicionamento

  • sensação de “eu tô cuidando de mim” (que reduz a autossabotagem)

  • mais qualidade de sono e menos ansiedade no curto prazo (isso é citado em materiais de órgãos de saúde como CDC e também em comunicados da OMS sobre benefícios mentais da atividade física)

E aqui vale um lembrete honesto: não é sobre virar atleta. É sobre parar de negociar com a própria saúde todos os dias.

O que é “sair do sedentarismo”, na prática?

Sair do sedentarismo não precisa ser uma virada radical. Em geral, significa sair da inatividade e começar a acumular minutos de movimento ao longo da semana, com um mínimo de regularidade.

Você não precisa de uma academia perfeita, nem de um treino “ideal”. Você precisa de:

  1. um plano simples

  2. um treino que caiba na sua rotina

  3. repetição

E é por isso que 20 minutos funcionam tão bem: é pequeno o suficiente pra você não desistir antes de começar.

O melhor treino é o que você faz (mesmo quando o dia tá cheio)

Se você já tentou “começar segunda-feira” e falhou, talvez o problema não seja você — é a estratégia.

Em vez de pensar “preciso de 1 hora”, pense assim:

  • 20 min em casa

  • sem deslocamento

  • sem desculpa logística

Esse é o tipo de treino que sobrevive à vida real.

Como transformar 20 minutos em resultado (sem exagero)

A fórmula é simples:

1) Escolha um objetivo por ciclo (2 a 4 semanas)

  • começar a suar e ganhar fôlego

  • fortalecer pernas e core

  • mobilidade pra reduzir travas/dor

  • aliviar tensão e estresse

Objetivo claro evita o erro clássico: fazer “qualquer coisa” e perder a motivação porque não sente evolução.

2) Combine 2 tipos de estímulo na semana

  • Dias de cardio leve/moderado (caminhada acelerada, treino mais dinâmico)

  • Dias de força (exercícios com peso do corpo, resistência)

A OMS recomenda também fortalecimento muscular em 2 ou mais dias por semana (OMS, 2020). E aqui, de novo: não precisa ser complexo. Precisa ser constante.

3) Tenha um “plano B” pronto

O plano B é o treino de 20 minutos.
Sem ele, você vira refém do “hoje não dá”.

Checklist rápido: 7 decisões que facilitam a consistência

  • Eu tenho um horário provável (mesmo que flexível)

  • Eu tenho um treino pronto pra abrir e fazer

  • Eu aceito que 20 min é suficiente por hoje

  • Eu escolho roupa/tênis antes (reduz atrito)

  • Eu deixo água por perto

  • Eu decido o treino antes da fome/cansaço bater

  • Eu registro (nem que seja um ✅ no calendário)

Consistência é menos motivação e mais atrito baixo.

Erros comuns (que fazem a pessoa parar na semana 2)

  1. Querer compensar tudo no primeiro dia
    Começa forte demais, dói demais, desanima. Resultado: pausa.

  2. Achar que “só 20 min” não vale
    Vale. O que não vale é fazer nada esperando o “dia perfeito”.

  3. Treinar sem plano nenhum
    Sem objetivo e sem progressão, o cérebro não vê evolução — e perde o motivo.

  4. Depender de energia e motivação
    Motivação é ótima, mas é instável. Rotina é o que sustenta.

Onde a Clude entra: treinos que cabem na rotina

Nos materiais do projeto, a solução de Nutrição e Treinos da Clude menciona programas de treinos com vídeos explicativos e uma biblioteca ampla de treinos domiciliares (descritos como “centenas”). Ou seja: você não precisa inventar treino — você só precisa abrir e fazer.

Se a sua meta é parar de “ficar começando”, a jogada é essa:

  • 20 minutos

  • um treino guiado

  • frequência

Comece hoje com 20 minutos

Se você está esperando “ter tempo”, eu te digo a verdade: tempo a gente não acha — a gente decide.

Escolha um treino de 20 minutos, faça hoje, e repita amanhã.
O resultado mais importante do primeiro treino não é calorias: é você provar pra si mesmo que dá pra manter.

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