Como se distrair e aproveitar o tempo em casa na quarentena

Para evitar o alastramento da COVID-19, doença causada pelo vírus SARS-Cov-2, países ao redor do mundo entraram em quarentena. Lugares como a Itália, com a população mais idosa e com um grande número de casos, já adotaram a medida há algum tempo. O Brasil começou gradativamente e, aos poucos, a grande maioria das cidades está parando a circulação para enfrentar a doença do jeito apropriado: com isolamento. Mas a quarentena não precisa ser algo ruim. Para quem pode, ficar em casa por vários dias seguidos pode ser fundamental para desacelerar e colocar as coisas em ordem.

1. Organize suas tarefas

Faça uma lista de coisas que precisam ser feitas com mais frequência (ex: lavar o banheiro, dar banho no seu pet, cozinhar) para se organizar a não perder o ritmo. Separe horários específicos do dia para arrumar a casa e manter a rotina. Hora de trabalhar é hora de trabalhar, e hora de arrumar a casa é hora de arrumar a casa. Evite distrações e se organize, assim fica mais fácil para fazer tudo o que você precisa.

2. Se distraia

Consumir notícias sobre o Coronavírus o tempo todo pode ser muito estressante. Aproveite o tempo livre para colocar as suas séries em dia, afinal, não há nada melhor do que uma boa maratona em casa. Separe a pipoca, se distraia com a sua história favorita e leia livros (inúmeras editoras estão disponibilizando e-books gratuitos e o Clude oferece cupons em livrarias online!).

3. Organize seus armários

O momento é perfeito para cuidar do seu espaço. Aproveite para deixar as coisas limpas e organizadas, assim você cria um ambiente mais confortável para relaxar e trabalhar. Separe roupas para doar, utensílios que você não usa mais, toalhas e panos. O que não tem mais utilidade para você pode ser essencial para outras pessoas. Doe coisas em bom estado e descarte o que estiver sem condições de uso.

4. Se reaproxime dos seus familiares

Cada membro da família possui uma programação diária diferente e, por isso, é comum que o dia a dia acabe afastando quem mora junto. Passar pelo isolamento em casa pode ser estressante pelo choque na rotina, mas também pode servir para uma reaproximação. Mariana Silva, 29, é analista de marketing e eventos do Clude e conta que está aproveitando o tempo em casa para acompanhar de perto as atividades escolares do filho pequeno. “Acho legal porque antes eu não tinha tempo de estudar com ele e agora conseguimos ir mais a fundo nisso. Compramos um quebra-cabeça para a família toda, estamos mais unidos como família e pensando no lado bom do isolamento”, compartilha.

5. Faça cursos

Muitas empresas e sites estão disponibilizando cursos online de graça durante o período da quarentena. Se tiver um tempo livre, aprenda mais sobre aquilo que você gosta ou vá explorar um tema completamente novo! “Estou fazendo um curso de Photoshop e de Design Thinking, já que eu não estava tendo tempo de fazer antes. Quando termino meu trabalho, aproveito para estudar”, conta Mariana Silva.

6. Aprenda novas receitas

Explore novos sabores para o almoço da semana ou para um jantar especial. Cozinhar pode ser relaxante e terapêutico, por isso tente fazer novas receitas, sejam elas práticas ou elaboradas, doces ou salgadas. O importante é se distrair e se manter saudável.

7. Não faça nada!

Isso mesmo: não faça nada. Às vezes cobramos muita produtividade de nós mesmos e nos impedimos de relaxar. Tire um momento do dia e tome sol (mesmo que seja da janela), brinque com o seu filho ou com o seu pet, deite na cama, fique ouvindo uma música ou só aprecie o silêncio. O ócio faz bem de vez em quando e é hora de cuidar da mente. Não se cobre por estar apreensivo ou por não conseguir se concentrar nas coisas. Tente se desligar das redes sociais e se conecte com você!

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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