O que é asma?

A asma é considerada uma doença crônica, onde as vias aéreas ficam inflamadas, estreitas e inchadas, além de produzir muco extra, o que dificulta a respiração. É conhecida também como “bronquite asmática” ou “bronquite alérgica” e oferece riscos à saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a asma acomete cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. 

Apesar de ser uma doença respiratória que atinge muitas pessoas, ela deve ser tratada com seriedade. As crises de asma podem levar à morte, caso não sejam tomados os devidos cuidados. Portanto, é muito importante manter um ambiente residencial limpo e livre de agentes alérgicos, justamente para evitar infecções e outros problemas respiratórios como rinite e bronquite.

O que causa a asma? 

O asmático apresenta uma condição genética, sendo que é devido a uma herança em seu DNA que determina uma reação exagerada na presença de alguns estímulos, tais como poeira formada por ácaros e fungos. 

Nos casos de asma alérgica, a forma mais comum de manifestação e gatilhos que desencadeiam as as crises são: 

  • Fungos: microrganismos que se desenvolvem com facilidade em locais úmidos e com alta temperatura. Eles podem se espalhar dentro de casa nas paredes, no teto e nos móveis de madeira;
  • Ácaros: encontrados com muita frequência em colchões, travesseiros, roupas, carpetes e cortinas, por exemplo, os ácaros e seus excrementos também aumentam a inflamação dos brônquios;
  • Pelos de animais: embora alguns acreditem que apenas o pelo dos animais afetem a asma, não é bem assim. A descamação da pele, urina, saliva e qualquer outros tipos de secreção também podem gerar uma crise de asma;
  • Fumaça de cigarro: a simples presença de algum fumante ao lado de um asmático já é suficiente para que ele sinta os efeitos;
  • Gripes e resfriados: um resfriado também pode causar irritação das vias respiratórias de quem tem asma;
  • Pólen: dispersas pelo ar, as pequenas sementes de flores acabam sendo inaladas e seus efeitos sobre o sistema respiratório são prejudiciais no caso dos asmáticos;
  • Outono e inverno: com a queda da temperatura, é costume manter portas e janelas fechadas para fugir do ar frio. Porém, com essa diminuição na ventilação, favorece a proliferação de ácaros e o acúmulo de pó em tapetes e cortinas. 

Quais são os sintomas?

Os sintomas caracterizam-se por um processo que afeta todo o organismo e não somente as vias aéreas inferiores, que aumentam a produção de secreções e prejudicam a passagem de ar. O asmático tem tosse frequente e prolongada, geralmente durante a noite, que nem sempre são acompanhadas de expectoração. Outro sinal é que em caso da existência de tosse crônica ou falta de ar ao praticar exercícios físicos também podem ser características de asma. 

Além disso, há presença de chiado no peito e dificuldade de respirar, o que ocasiona também cansaço, e esses sintomas podem aparecer juntos ou ocorrer isoladamente. 

Como é feito o tratamento? 

A asma é uma doença que não tem cura, mas seu tratamento é feito através de medicamentos e é geralmente dividido em dois grupos: 

Medicação chamada “controladora” ou de manutenção: serve para prevenir o aparecimento dos sintomas e evitar as crises de asma.

Medicação de alívio ou de resgate: serve para aliviar os sintomas quando houver piora da asma. As medicações controladoras reduzem a inflamação dos brônquios, diminuem o risco de crises de asma e evitam a perda futura da capacidade respiratória.

O uso correto da medicação controladora diminui muito ou até elimina a necessidade da medicação de alívio.

  • “Bombinhas”: é a maneira como as pessoas chamam todas as medicações que devem ser inaladas (aspiradas). O nome é devido aos primeiros dispositivos criados e que ainda são utilizados para o tratamento da asma. 

Prevenção

Além do uso regular dos medicamentos, é importante evitar os agressores que podem provocar crises de asma como o tabagismo e as exposições ambientais. A prática de exercícios físicos é muito importante para o asmático, e a pessoa precisa escolher uma atividade que se adapte melhor à sua rotina, sempre com um acompanhamento médico. 

Já no caso da alimentação, nenhum tipo de alimento é proibido, apenas caso a pessoa tenha alguma alergia específica. Também, é importante manter o peso dentro da faixa normal, pois a obesidade pode piorar os sintomas da asma. Além disso, é fundamental tratar outras doenças que interferem no controle da asma como a rinite, o refluxo, a ansiedade e a apneia do sono.

Não esqueça também de tomar os devidos cuidados com o ambiente interno:

– deixe o ambiente de convívio diário, principalmente o quarto, bem limpo e arejado;

– a limpeza deve ser diária com aspirador de pó (de preferência que tenha o filtro HEPA) e pano úmido, sem produtos com cheiro forte;

– não use vassouras e espanadores, pois elas espalham a poeira fina que ficará em suspensão e voltará a se depositar;

– retire tapetes, carpetes, cortinas, almofadas ou estantes com livros. Tudo que facilite o acúmulo de pó deve ser evitado.

Somente médicos especialistas podem diagnosticar doenças, indicar os melhores tratamentos e receitar remédios. Por isso, em caso de dúvidas, conte com o time de saúde do Clude.

Deixe um comentário

Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

Deixe um comentário