Telemedicina corporativa é o atendimento de saúde a distância que a empresa oferece aos colaboradores como benefício, por vídeo, chat ou telefone. Antes de contratar, o RH deve avaliar quatro pontos: se o serviço segue a lei de telessaúde, quais frentes de cuidado estão incluídas, que dados a empresa vai receber para acompanhar o uso e se o fornecedor resolve só a consulta ou ajuda a organizar a gestão de saúde como um todo.
O que a lei diz sobre atendimento a distância
No Brasil, o atendimento de saúde a distância é regulado pela Lei 14.510/2022, que trata da telessaúde. Entre os princípios da lei estão a autonomia do profissional de saúde e o consentimento livre e informado do paciente. O profissional tem liberdade para decidir se o atendimento pode ser feito a distância ou se precisa ser presencial (Lei 14.510/2022).
Na prática, isso significa que nenhum serviço a distância deve prometer resolver tudo pela tela: um bom fornecedor orienta quando o caso precisa de atendimento presencial.
O que avaliar em um fornecedor: 6 critérios
- Profissionais e responsáveis técnicos: os profissionais têm inscrição ativa nos conselhos de classe? O fornecedor informa seus responsáveis técnicos?
- Disponibilidade: em que horários o atendimento funciona e qual o tempo de espera.
- Amplitude: o serviço cobre só orientação médica ou também saúde mental, nutrição e atividade física?
- Encaminhamento: o que acontece quando o caso precisa de atendimento presencial.
- Privacidade: como os dados de saúde são protegidos, conforme a LGPD, e o que a empresa pode ou não ver.
- Dados para o RH: que informações de utilização, agregadas e anonimizadas, a empresa recebe para acompanhar o investimento.
Para saber quais indicadores pedir, veja os indicadores de saúde para apresentar à diretoria.
Telemedicina corporativa não é plano de saúde
O atendimento a distância resolve dúvidas e cuidados do dia a dia, mas não substitui o plano de saúde: não cobre internação, cirurgias ou atendimento hospitalar. Para empresas que ainda não têm plano, ele pode ser parte de uma alternativa ao plano de saúde, desde que o colaborador saiba exatamente o que está incluído.
Da consulta à gestão de saúde
Contratar só consultas a distância resolve uma parte do problema. Muitas empresas acabam somando outros fornecedores (psicologia, nutrição, academia) e voltam à gestão fragmentada, com vários contratos e pouca visão do conjunto. Por isso, vale avaliar a contratação como parte da gestão de saúde corporativa e comparar com outros benefícios corporativos de saúde.
Como a Clude Saúde se encaixa
A Clude Saúde é uma plataforma de gestão em saúde corporativa. Além de teleorientação e vídeo orientação médica 24h, ela reúne psicologia, nutrição e treinos e descontos em saúde em uma única assinatura, com gestão centralizada e dados de utilização para o RH. Os atendimentos são feitos por profissionais inscritos nos conselhos de classe. A Clude não é plano de saúde.
Quer avaliar a melhor estrutura de saúde para a sua empresa? Fale com um especialista.
Perguntas frequentes
O que é telemedicina corporativa?
É o atendimento de saúde a distância oferecido pela empresa aos colaboradores como benefício, por vídeo, chat ou telefone.
A telemedicina é regulamentada no Brasil?
Sim. A Lei 14.510/2022 regula a telessaúde e estabelece princípios como a autonomia do profissional e o consentimento livre e informado do paciente.
Telemedicina corporativa substitui o plano de saúde?
Não. Ela atende dúvidas e cuidados do dia a dia, mas não cobre internação, cirurgias ou atendimento hospitalar.
O que perguntar ao fornecedor antes de contratar?
Pergunte sobre inscrição dos profissionais nos conselhos, responsáveis técnicos, horários, encaminhamento para atendimento presencial, proteção de dados e informações de utilização para o RH.
A empresa pode ver o que o colaborador falou na consulta?
Não. O conteúdo do atendimento é protegido por sigilo profissional e pela LGPD. A empresa deve receber apenas informações agregadas e anonimizadas de utilização.
