Tecnologias que estão transformando a saúde

A pandemia do coronavírus impulsionou a transformação digital em diversos setores, como na saúde e na educação. Clínicas, prestadores de serviços e hospitais precisaram se apoiar e se adaptar às tecnologias, enfatizando os processos internos, reformulando os atendimentos e priorizando os cuidados com os pacientes. 

Para debater sobre como a tecnologia está transformando o campo da saúde, entrevistamos o CTO do Clude, Vinicius Miranda, para falar sobre as mudanças tecnológicas, além de evidenciar a importância de certas ferramentas no atendimento e diagnóstico. 

Mariana Silva – Entrando na questão do nosso tema sobre a tecnologia no meio da saúde, o que é “health tech”?

Vinicius Miranda –Health tech” é um termo em inglês e podemos considerar, para resumir bastante, que é saúde com tecnologia. Então, na minha visão é utilizar a tecnologia para solucionar problemas e otimizar os serviços de saúde com base em tecnologia. […] “Health tech” é você utilizar tecnologia para resolver problemas na área da saúde. 

Mariana Silva – E quando elas [empresas] são de tecnologia e quando elas são de saúde? Porque hoje nós temos alguns casos como a Uber e Airbnb que são empresas de nicho específicos, mas elas não possuem carros ou imóveis, mas mesmo assim, elas são referências na área de atuação. 

Vinicius Miranda – Eu acredito que nesse modelo [do Clude] é algo híbrido, porque você não trabalha somente a tecnologia de forma isolada, você precisa da parte médica, de todo o aparato médico e de uma equipe multidisciplinar para conseguir tocar essas duas frentes. Então a tecnologia vem para somar, para fazer com que o médico possa melhorar a performance dele, melhorar a acuracidade. Até falando do Clude, nós temos uma parte de tecnologia forte para tratar de uma análise de preditiva e preventiva, ou seja, nós geramos os relatórios para os médicos através de inteligência artificial, para que o médico possa atuar numa ação preventiva. […] No nosso caso, nós temos uma equipe multidisciplinar, porém, não é necessário você ter hoje uma equipe de médicos para poder tocar com a tecnologia. Você pode simplesmente fazer a intermediação e utilizar a tecnologia para conectar o paciente ao médico de uma forma inteligente e que vai resolver a vida do paciente no final do dia.

Mariana Silva – E quais as tecnologias que você acha que tem sido grande destaque na área da saúde?

Vinicius Miranda – Bom, principalmente na questão de big data, deep learning, machine learning, enfim, a análise profunda de dados que vem ajudando bastante na área da saúde para diagnósticos, a criação de vacinas, remédios… tudo isso utilizando inteligência artificial e nós podemos aprofundar mais. Tem o lado também de protótipo, de esqueletos, robótica e uma parte de biomedicina forte que vem crescendo bastante, que é utilizar a tecnologia para realmente resolver problemas do dia a dia, e dar um improve para o médico, ajudar ele. […] A tecnologia toca lado a lado com ele [médico] para resolver grandes problemas. 

Mariana Silva – Essa questão de tecnologia está muito ligada à inteligência artificial que tem ajudado pacientes e médicos nesse diagnóstico e de tratamento de doenças. Como funciona essa questão no Clude?

Vinicius Miranda – No Clude, nós trabalhamos com o monitoramento preventivo, ou seja, a gente faz diversas perguntas para o paciente durante a jornada dele aqui como Cluder, para que ele coloque essas informações e com base em inteligência artificial, machine learning, nós conseguimos fazer um ranqueamento, uma série de análises desses dados para fornecer para o médico informações relevantes. O médico do nosso time, enfermeiro e até mesmo nutricionistas e psicólogos, com base nessas informações, consegue ter uma tomada de ação mais assertiva. Então, no Clude nós trabalhamos muito isso e nosso lema é que as pessoas vivam mais e melhor. Para que isso aconteça precisamos atrelar a tecnologia, porque ela que dá esse impulso, velocidade e assertividade nas atividades que tomamos aqui dentro. 

Mariana Silva – Vinicius, como é a tecnologia por trás da telemedicina? Você acha que o consumidor brasileiro está preparado para abrir mão da consulta presencial e partir para o digital? 

Vinicius Miranda – Acredito que seja uma questão de experimentação, de preparação e com a pandemia isso alavancou bastante. Do nosso lado, no Clude, nós também percebemos uma demanda maior. Nós percebemos que, de uma forma geral, o crescimento da telemedicina está quase que exponencial e tende a continuar aumentando. Até porque quando a pessoa experimenta algo novo e percebe que quando é algo bom, ela quer continuar utilizando. Então no Clude temos a telemedicina, a parte de vídeo orientação médica, onde a gente conecta o paciente com o médico, nós percebemos que muita das pessoas não tinham utilizado isso ainda. […] Um projeto que foi bacana aqui no Clude, foi uma ação para uma instituição de forma de caridade para ajudar. A gente disponibilizou a nossa tecnologia para que esses pacientes que tivessem algum sintoma de covid pudessem ser atendidos aqui pelos médicos de forma gratuita. Atendemos pessoas do Brasil inteiro e com a tecnologia é possível fazer esse atendimento. Nós atendemos pessoas de Manaus, Bahia, São Paulo e do Sul, e percebemos que muitas nunca tiveram contato com essa tecnologia e ficaram maravilhadas com tanta assertividade, além de conseguirem falar com um médico sem precisar ir para o hospital. Até porque, se você fizer uma conta básica, quando você resolve ir ao médico você tem uma série de gastos. Se você vai de carro, vai gastar com o combustível e com o estacionamento. Além disso, vai ter que esperar ser atendido, e muitas vezes, uma ligação ou até mesmo uma videochamada conseguiria resolver aquele mesmo problema. 

Mariana Silva – Então você acha que podem chegar a abrir mão da consulta presencial para o digital? Você acha que isso pode acontecer?

Vinicius Miranda – Sim. A consulta presencial, claro, a gente nunca irá tirar 100%. Até porque tem alguns sintomas, algumas análises e alguns tratamentos em que o paciente precisa ir até o hospital para que o médico faça algum tipo de análise mais próxima dele. […] Até saiu uma pesquisa recentemente falando que 80% dos casos seria possível resolver com uma videochamada e com um atendimento telefônico. Ou seja, se o paciente falasse com um médico ele conseguiria ter essa resposta que ele busca e não precisaria ir para o hospital. Claro que nós fazemos algo bem estruturado e se percebemos que o paciente precisa ir para um pronto-socorro, precisa ir a uma consulta presencial, temos toda a rede para justamente dar esse suporte 360 graus. Eu atendo eles através da videochamada, da telemedicina e caso veja que ele precisa fazer um exame, o encaminhamos dentro da nossa rede de parceiros que vai ter um preço reduzido, para ele faça um determinado exame ou determinada consulta. 

Mariana Silva – Falando um pouco sobre a telemedicina, tem alguma preocupação com a questão de dados? A gente sabe que ainda tem essa questão de segurança envolvendo os dados dos pacientes e dos médicos. Como isso funciona?

Vinicius Miranda – Nós temos a Lei Geral de Proteção de Dados que vem agora iniciando esse protocolo para justamente dar segurança ao usuário final que detêm os dados. Na verdade, o usuário final tem os dados dele, onde ele compartilha com algumas empresas, então a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) vem para fazer com que o usuário seja o proprietário dos dados e a qualquer momento em que ele não quiser mais fornecer informações para uma determinada empresa, ele poderá questionar isso e até mesmo, não fornecer informações mais sensíveis. Aqui no Clude, nós tratamos muito bem isso, com muito cuidado e com todas as certificações. Toda a nossa plataforma é criptografada, toda a atenção do paciente com o médico, todo o tratamento é criptografado, e junto da nossa plataforma, temos as certificações NG1 e NGS2. Nós tomamos muito cuidado com isso e respeitamos muito a privacidade do nosso cliente. Caso, por ventura, ele venha solicitar que não deseja mais que seus dados fiquem armazenados, que não quer mais nenhuma tratativa com esses dados, respeitados isso de forma muito ética. 

Na nossa tecnologia queríamos fazer com que todas as pessoas conseguissem ter acesso, ou seja, por isso que desde a largada do projeto nós criamos um aplicativo e também fizemos toda a estrutura na web, a pessoa que tem um celular ou computador consegue ter acesso […] Hoje muitas pessoas têm acesso à tecnologia, celular e afins, mas nós queríamos deixar de forma bem ampla para que todos realmente tivesse, acesso a todos os benefícios que o Clude oferece.  

O Clude possui 12 programas voltados à saúde, incluindo a telemedicina e tele orientação médica gratuita para Cluders, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Aqui, priorizamos o atendimento humanizado e rápido, com toda a segurança e estrutura em um ambiente online criptografado e pronto para atender suas necessidades. Para desfrutar de todos os benefícios do Clude, assine agora mesmo por R$49,90.

 

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Durante muito tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada por muitas empresas como uma pauta de conscientização, clima ou apoio pontual.

Em paralelo, a NR1 era vista, em grande parte, como um tema de compliance: algo a ser acompanhado pelo olhar técnico, documentado dentro dos processos e tratado como exigência regulatória.

Mas esse enquadramento já não dá conta da realidade.

Quando os riscos psicossociais passam a entrar de forma mais explícita na gestão de riscos ocupacionais, o tema deixa de ser apenas uma obrigação trabalhista e passa a tocar diretamente aquilo que a liderança sente na operação: afastamentos, queda de produtividade, turnover, desgaste de lideranças, clima organizacional e continuidade do negócio.

Em outras palavras, o que antes parecia um tema periférico agora entra no centro da gestão.

A discussão deixou de ser apenas normativa

Quando se fala em saúde mental no trabalho, ainda é comum que o debate fique preso a dois extremos: de um lado, o discurso institucional sobre bem-estar; de outro, a preocupação com conformidade.

Só que a realidade das empresas acontece no meio disso tudo.

Ela aparece no colaborador que continua trabalhando, mas já perdeu energia, foco e capacidade de decisão. Aparece na liderança sobrecarregada, que passa a gerenciar conflitos recorrentes sem preparo. Aparece no RH pressionado por aumento de afastamentos, pedidos de apoio emocional, dificuldade de retenção e sinais de esgotamento cada vez mais frequentes.

Por isso, uma leitura mais madura da NR1 não começa no documento.

Ela começa em uma pergunta que poucas empresas fazem com profundidade:

quanto custa não enxergar o sofrimento antes que ele vire afastamento, desligamento ou colapso de performance?

O custo invisível já está na operação

Quando a empresa não investe em mapear e reduzir riscos psicossociais, a conta não chega de forma abstrata.

Ela aparece em camadas, muitas vezes silenciosas no início, mas cumulativas ao longo do tempo:

  • mais ausências e incapacidades
  • perda de produtividade silenciosa
  • aumento de turnover em posições críticas
  • desgaste de lideranças
  • piora de clima e segurança psicológica
  • mais pressão sobre RH, SST e gestores

Esse é o ponto central: a ausência mental nem sempre começa no afastamento formal.

Antes disso, ela já pode estar presente na dificuldade de concentração, na queda de engajamento, no aumento dos conflitos, no esvaziamento emocional e na perda gradual de potência das equipes.

E, quando isso não é tratado com método, o impacto ultrapassa a esfera humana e entra diretamente no orçamento da operação.

Os números ajudam a explicar por quê

Os dados reforçam que esse não é um tema subjetivo demais para ser gerido. Pelo contrário.

Só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideraram as concessões.

No cenário global, a OMS estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos todos os anos por depressão e ansiedade, com um custo de US$ 1 trilhão em produtividade.

Esses números ajudam a tirar a pauta do campo da percepção e colocá-la onde ela precisa estar: no campo da gestão, do risco e da sustentabilidade do negócio.

Reduzir riscos psicossociais não é só uma agenda de bem-estar

Esse talvez seja um dos principais pontos de virada para as empresas.

Durante muito tempo, iniciativas relacionadas à saúde mental ficaram concentradas em campanhas, ações de comunicação e esforços importantes de conscientização. Tudo isso tem valor, mas já não basta sozinho.

Porque reduzir riscos psicossociais não é apenas promover uma agenda de bem-estar.

É estruturar uma agenda de gestão, prevenção e sustentabilidade da operação.

A própria lógica da NR1 aponta nessa direção: identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção, acompanhar controles e envolver trabalhadores no processo. Quando o assunto são fatores psicossociais relacionados ao trabalho, isso exige muito mais do que ações pontuais.

Exige leitura de contexto, capacidade de diagnóstico, escuta estruturada, acompanhamento contínuo e decisões orientadas por evidências.

Em resumo: exige método.

O que empresas mais preparadas já entenderam

As empresas mais preparadas não estão mais tratando saúde mental apenas como tema de sensibilização.

Elas estão transformando isso em uma frente mais estruturada de gestão, com ações como:

  • leitura de clima e segurança psicológica
  • visibilidade sobre sinais de sobrecarga, assédio, conflito e exaustão
  • indicadores que apoiem a tomada de decisão da liderança
  • canais confiáveis de escuta e denúncia
  • plano de ação com monitoramento contínuo

Essa mudança de postura é importante porque ajuda a empresa a sair do reativo.

Em vez de agir apenas quando o problema escala, ela passa a construir mecanismos para identificar sinais antes, priorizar ações e oferecer caminhos de cuidado com mais consistência.

Onde essa conversa encontra a prática

É justamente nesse ponto que muitas empresas travam.

Elas entendem a urgência do tema, reconhecem os impactos no negócio, mas têm dificuldade para transformar preocupação em jornada estruturada.

E essa é uma transição importante: sair da intenção e ir para a prática.

Na Clude Saúde, essa construção passa por uma abordagem que integra saúde emocional e saúde digital de forma mais contínua, acessível e conectada à realidade das empresas.

Isso envolve frentes como pesquisa de clima organizacional, dashboard para tomada de decisão, canal de denúncias, adequação normativa e suporte contínuo ao colaborador. Também envolve recursos de acompanhamento mais próximo, com monitoramento ativo, chat com psicólogos, avaliações periódicas de ansiedade, estresse e burnout, além de ferramentas de apoio à rotina emocional.

Na prática, isso significa não esperar o problema escalar para então agir.

Significa criar estrutura para identificar sinais antes, acompanhar casos com mais proximidade e ampliar o acesso ao cuidado de forma simples e viável para a operação.

A pergunta que a liderança precisa responder

No fim, talvez a principal contribuição dessa nova fase da discussão seja esta:

a pergunta que a NR1 está trazendo para dentro das empresas não é apenas “estamos em conformidade?”

É também:

“quanto o nosso modelo de trabalho está custando para a saúde das pessoas, e para o resultado do negócio?”

Porque quando a saúde mental entra no radar da gestão de risco, ela deixa de ser um tema periférico.

E passa a ser tema de orçamento, liderança e performance.

Sua empresa já começou a medir o custo de não investir em prevenção e saúde emocional no trabalho?

Se esse tema já está na pauta de RH, SST ou liderança por aí, vale a conversa.

A Clude Saúde vem estruturando essa jornada com empresas por meio de uma abordagem que une diagnóstico, monitoramento e acesso ao cuidado em um ecossistema digital de saúde.

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